Um estudo elaborado por três pesquisadores espanhóis constatou que as pessoas viciadas em nicotina demoram até três horas mais que as não fumantes para chegar a seus níveis ótimos de rendimento intelectual e, além disso, lhes custa mais alcançar o bem-estar pessoal.
O trabalho, publicado na revista científica britânica Addiction, verificou que as pessoas que não fumam conseguem "níveis mais altos de ativação e bem-estar" que as que têm o hábito de fumar.
Os professores de Psiquiatria e Psicobiologia Clínica da Universidade de Barcelona Miquel Sánchez, Ana Adán e Gemma Prat são os autores desse estudo, baseado na cronobiologia. Segundo eles, a dependência do tabaco também desajusta e atrasa o relógio biológico dos fumantes, o que causaria o esfriamento nos tempos de ativação do rendimento intelectual.
O objetivo do trabalho, segundo os autores, era "medir a crença freqüentemente alardeada pelos fumantes de que o cigarro os estimula e aumenta seu nível de satisfação".
Para isso, estudaram os questionários respondidos por 60 estudantes da Faculdade de Psicologia dessa universidade do leste da Espanha durante todo um dia, desde o início da manhã até a noite. Vinte voluntários eram não fumantes, outros vinte fumavam com pouca freqüência e os vinte restantes eram dependentes.
Agência EFE