Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Dopplervelocimetria de pulso apresentam impacto fisiopatológico importante no reconhecimento da função miocárdica em pacientes portadores de estenose
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Dopplervelocimetria de pulso apresentam impacto fisiopatológico importante no reconhecimento da função miocárdica em pacientes portadores de estenose

22/03/2005

Parâmetros imagenológicos à Dopplervelocimetria de pulso apresentam impacto fisiopatológico importante no reconhecimento da função miocárdica em pacientes portadores de estenose aórtica grave




Pesquisadores publicaram, recentemente, no Journal of the American Society of Echocardiography, um estudo em que avaliaram a importância dos parâmetros imagenológicos por Dopplervelocimetria de pulso na avaliação das funções sistólica e diastólica de pacientes portadores de estenose aórtica grave.

 

Trinta e cinco pacientes portadores de estenose aórtica (orifício valvar < 1cm², idade média = 71,8 + 6,2) e 35 indivíduos controle, saudáveis, foram avaliados. Todos os indivíduos foram submetidos a exame ecocardiográfico convencional com Dopplervelocimetria bidimensional de pulso ao nível do ânulo mitral. Pacientes portadores de estenose mitral foram divididos em dois grupos: 16 pacientes que apresentavam sinais iniciais de insuficiência cardíaca e diminuição da função sistólica de ventrículo esquerdo (Fração de ejeção [FE] = 35% – 50%) constituíram o grupo AS I, enquanto que os demais 19 pacientes assintomáticos, com função sistólica de ventrículo esquerdo normal (FE > 50%), constituíram o grupo AS II. Dezesseis pacientes sintomáticos, portadores de estenose aórtica, foram submetidos à substituição valvar aórtica e foram reexaminados após um ano da cirurgia.

 

O exame de Dopplervelocimetria de pulso foi capaz de detectar alterações de funções sistólica e diastólica em pacientes portadores de estenose aórtica: houve velocidade significativamente menor do pico S em pacientes do grupo AS I, comparados a pacientes dos grupos controle e AS II, tanto na parede lateral como em septo interventricular; a velocidade de pico E também foi significativamente menor em pacientes do grupo AS II, nas duas paredes estudadas; e detectou-se pico de velocidade A significativamente maior em pacientes do grupo AS I. Os pesquisadores também encontraram razão E/A significativamente menor nos pacientes do grupo AS I, nas paredes lateral e septal.

 

Os pesquisadores concluíram que parâmetros imagenológicos à Dopplervelocimetria de pulso bidimensional apresentam impacto fisiológico importante no reconhecimento da função miocárdica de pacientes portadores de estenose aórtica grave.

Myocardial function in severe aortic stenosis before and after aortic valve replacement: A Doppler tissue imaging study - Journal of the American Society of Echocardiography; 2005; 18(1)

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January 2005 • Volume 18 • Number 1

Myocardial function in severe aortic stenosis before and after aortic valve replacement: A Doppler tissue imaging study

Davide Giorgi, MD [MEDLINE LOOKUP]
Vitantonio Di Bello, MD * [MEDLINE LOOKUP]
Enrica Talini, MD [MEDLINE LOOKUP]
Caterina Palagi, MD [MEDLINE LOOKUP]
Maria Grazia Delle Donne, MD [MEDLINE LOOKUP]
Carmela Nardi, MD [MEDLINE LOOKUP]
Francesco Verunelli, MD [MEDLINE LOOKUP]
Massimo Alessandro Mariani, MD [MEDLINE LOOKUP]
Andrea Di Cori, MD [MEDLINE LOOKUP]
Paolo Caravelli, MD [MEDLINE LOOKUP]
Mario Mariani, MD [MEDLINE LOOKUP]
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Background The aim of the study was to assess the value of Pulsed-wave Doppler tissue imaging (DTI) in assessing diastolic and systolic function in patients with severe aortic value stenosis.

Methods Thirty-five patients with aortic stenosis (AS) (valve orifice ≤ 1 cm2, mean age 71.8 ± 6.2) and 35 comparable healthy subjects were studied. All subjects performed conventional 2-dimensional Doppler echocardiography and DTI at mitral annulus level. Patients with AS were divided into 2 groups: 16 patients who presented initial signs of HF and a depressed left ventricular systolic funciton (AS I) (EF: 35%-50%) and 19 patients were asymptomatic and had normal left ventricular systolic function (EF > 50%) (ASII). The 16 symptomatic AS patients underwent surgical aortic valve replacement and were examined after 1 year.

Results DTI was able to detect abnormalities of systolic and diastolic function in AS: the significantly lower peak S velocity in AS I than in AS II and in controls, both at septum and lateral wall level; the significantly lower peak E velocity in AS I than in AS II and in controls both at septum and lateral wall level; the significantly higher peak A velocity in AS I than in AS II and in controls both at septum and lateral wall level; the significant lower E/A ratio in AS I than in AS II and in controls both at septum and lateral wall level.

Conclusion We found a significant inverse correlation between DTI lateral S velocity, DTI peak E velocity, lateral DTI E/A ratio, and AS peak and mean gradient. According to the results of this study we can affirm that DTI parameters surely had an important physiopathological impact in the knowledge of myocardial function in patients with severe aortic stenosis.


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