Urologia/Andrologia/Homem - Risco de Fratura após Privação de Androgênio para Câncer de Próstata
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Urologia/Andrologia/Homem

Risco de Fratura após Privação de Androgênio para Câncer de Próstata

31/03/2005
 




O uso da terapia de privação de androgênio para câncer de próstata tem aumentado substancialmente nos últimos 15 anos. Este tratamento está associado com uma perda de densidade mineral óssea, mas o risco de fratura após a terapia de privação de androgênio ainda não tem sido bem estudado.  

 

Neste estudo, recentemente publicado no The New England Journal of Medicine, foram estudados os registros de 50613 homens que foram listados no banco de dados do programa de Vigilância, Epidemiologia e Resultados Finais e Medicare como tendo recebido um diagnóstico de câncer de próstata no período de 1992 até 1997. Os resultados primários foram a ocorrência de qualquer fratura e a ocorrência de uma fratura resultante em hospitalização. As análises de risco proporcional de Cox foram ajustadas para as características dos pacientes e do câncer, outro tratamento de câncer recebido e ocorrência de uma fratura ou diagnóstico de osteoporose durante os 12 meses precedentes do diagnóstico de câncer.

 

Dos homens que sobreviveram pelo menos cinco anos após o diagnóstico, 19,4% daqueles que receberam a terapia de privação de androgênio tiveram uma fratura, em comparação com 12,6% daqueles que não receberam esta terapia (p < 0,001). Nas análises de risco proporcional de Cox, ajustadas para as características do paciente e do tumor, houve uma relação estatisticamente significativa entre o número de doses do hormônio liberador de gonadotropina recebido durante os 12 meses após o diagnóstico e o risco subseqüente de fratura.

 

Os autores concluíram que a terapia de privação de androgênio para câncer de próstata aumenta o risco de fratura.

 Risk of Fracture after Androgen Deprivation for Prostate Cancer - The New England Journal of Medicine; 2004; 352 (2): 154-164

The New England Journal of Medicine
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Volume 352:154-164 January 13, 2005 Number 2
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Risk of Fracture after Androgen Deprivation for Prostate Cancer
Vahakn B. Shahinian, M.D., Yong-Fang Kuo, Ph.D., Jean L. Freeman, Ph.D., and James S. Goodwin, M.D.

 

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ABSTRACT

Background The use of androgen-deprivation therapy for prostate cancer has increased substantially over the past 15 years. This treatment is associated with a loss of bone-mineral density, but the risk of fracture after androgen-deprivation therapy has not been well studied.

Methods We studied the records of 50,613 men who were listed in the linked database of the Surveillance, Epidemiology, and End Results program and Medicare as having received a diagnosis of prostate cancer in the period from 1992 through 1997. The primary outcomes were the occurrence of any fracture and the occurrence of a fracture resulting in hospitalization. Cox proportional-hazards analyses were adjusted for characteristics of the patients and the cancer, other cancer treatment received, and the occurrence of a fracture or the diagnosis of osteoporosis during the 12 months preceding the diagnosis of cancer.

Results Of men surviving at least five years after diagnosis, 19.4 percent of those who received androgen-deprivation therapy had a fracture, as compared with 12.6 percent of those not receiving androgen-deprivation therapy (P<0.001). In the Cox proportional-hazards analyses, adjusted for characteristics of the patient and the tumor, there was a statistically significant relation between the number of doses of gonadotropin-releasing hormone received during the 12 months after diagnosis and the subsequent risk of fracture.

Conclusions Androgen-deprivation therapy for prostate cancer increases the risk of fracture.


Source Information

From the Departments of Internal Medicine (V.B.S., Y.-F.K., J.L.F., J.S.G.) and Preventive Medicine and Community Health (Y.-F.K., J.L.F., J.S.G.), and the Sealy Center on Aging (V.B.S., Y.-F.K., J.L.F., J.S.G.) — all at the University of Texas Medical Branch, Galveston.

Address reprint requests to Dr. Shahinian at the Department of Internal Medicine, University of Texas Medical Branch, John Sealy Annex, Rm. 4.200, 301 University Blvd., Galveston, TX 77555-0562, or at vbshahin@utmb.edu.


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