A ação foi adotada em função das suspeitas de que os casos de doença de chagas no estado Chagas tenham sido ocasionados pela ingestão do açaí . Pessoas em Santa Catarina foram contaminadas pela ingestão de caldo de cana que havia sido moída junto com o agente transmissor - o inseto conhecido como barbeiro -, ou suas fezes.
Até agora, 29 casos da doença foram registrados na capital do Amapá, 26 deles na Área de Proteção Ambiental do Distrito de Fazendinha, na localidade do Igarapé da Fortaleza.
Técnicos da vigilância epidemiológica vão desenvolver uma campanha educativa junto aos proprietários de amassadeiras da fruta. A proposta é ensinar a nova técnica de lavagem com o uso do hipoclorito de sódio, que também é utilizado no combate a cólera e será doado aos donos de amassadeiras pela Secretaria Estadual de Saúde.
"Sabemos que o açaí não transmite a doença, mas pode servir de via de contaminação se não forem adotados cuidados fundamentais, como a seleção e lavagem do fruto antes dele ser levado à batedeira", informou Uilton.
A Vigilância Epidemiológica afirmou que vai fazer uma fiscalização rigorosa, com o objetivo de adequar todos os pontos de venda de açaí aos padrões de higiene.