Os hábitos frugais à mesa, de Napoleão Bonaparte, estão na origem de um episódio curioso.
Bonaparte era, nos seus hábitos alimentares, um modelo de sobriedade, bem longe do perfil megalômano que lhe é reconhecido em termos de conquistas militares. Na composição das suas ementas diárias não havia refinamento muito maior do que nas de um simples soldado. Despachava as refeições com um rigor militar, não excedendo os 15 minutos para cada uma. Somente ao Domingo, junto da sua família e alguns dignitários, se prestava a uma refeição mais prolongada.
De tal forma vivia, alheio aos prazeres da mesa, que certa vez, conta-nos uma história não muito fundamentada, ter-se-á esquecido do jantar de tal forma estava empenhado nos seus afazeres. Os moços de cozinha do palácio, esmerados no serviço, foram colocando, sucessivamente no espeto, 23 frangos, preocupados que estavam em levar o animal quente para a mesa.
Na ocasião terá alguém comentado que: “quando um homem faz perder, assim, 22 frangos, tem-se direito a concluir daí que ele nada percebe de cozinha”.
Polvo