Em um artigo publicado recentemente na revista International Journal of Gynecology & Obstetrics, os autores avaliaram a eficácia do enxerto peritoneal no tratamento de aplasia cervical.
Quatro pacientes com aplasia cervical que tinham endométrio funcionante e hematometra foram selecionadas para este ensaio clínico. Através da abordagem abdominoperineal, um stent foi inserido entre a cavidade endometrial e a porção superior da vagina e um enxerto do peritôneo foi aplicado sobre o stent..
Na ausência da vagina, os enxertos de pele ou membrana aminiótica foram também utilizados. O stent plástico foi removido após um mês em duas pacientes e após uma semana em duas outras pacientes. Após mais de um ano de observação, as quatro pacientes apresentavam ciclos menstruais regulares com menstruação normal. A literatura recomenda histerectomia em casos de aplasia cervical.
Os autores concluíram que este estudo apresenta uma nova técnica com duas variações e a utilização de enxerto peritoneal. Apesar de ambas as variações serem eficazes no tratamento da aplasia cervical em quatro mulheres, mais estudos são necessários para determinar qual variação deveria ser desenvolvida.
Successful treatment of cervical aplasia using a peritoneal graft - International Journal of Gynecology & Obstetrics - 2005; 88(3):299-302