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alergia
Monitorização da Inflamação da Via Aérea Nasal na Rinite
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25/04/2005 |
A rinite alérgica é uma desordem nasal inflamatória na qual diferentes células participam. Uma variedade de abordagens tem sido utilizada para monitorizar objetivamente a inflamação nasal para investigar os processos da doença e para avaliar a eficácia da intervenção terapêutica. Estas abordagens incluem a lavagem nasal, citologia nasal e biópsia nasal, juntamente com a medida da concentração de óxido nítrico (NO) nasal mais recentemente estabelecida. Em um artigo publicado recentemente na revista The Journal of Allergy and Clinical Immunology, os autores abordam sobre a monitorização da inflamação da via aérea nasal na rinite.
Apesar de toda informação fornecida sobre a inflamação da mucosa nasal, a extensão da informação que pode ser obtida por cada abordagem, a facilidade de coleta e a complexidade da coleta manual difere. Tais considerações influenciam a escolha da abordagem quando a medida da inflamação nasal é um parâmetro objetivo do resultado em um ensaio clínico.
A lavagem nasal é simples e rápida para realizar, é bem tolerada e fornece uma amostra que pode dar informação sobre o recrutamento luminal celular, ativação celular e extravasamento de proteína plasmática. A citologia nasal envolve coleta e recuperação das células da superfície mucosa. Ela também apresenta fácil realização e é bem tolerada em geral, apesar de alguns achados de que o procedimento causa uma sensação transitória desagradável. Uma contagem celular diferencial da amostra fornece informação sobre populações celulares relativas.
A lavagem nasal e a citologia nasal são prontamente aplicáveis aos ensaios clínicos. A coleta manual da citologia nasal é mais fácil, porém a lavagem nasal oferece a vantagem de fornecer consideravelmente maior informação da amostra. A biópsia nasal é um procedimento consideravelmente mais invasivo e exige habilidade e técnica não apenas na coleta do tecido como também no processamento da biópsia. Portanto, ela é aplicável apenas em centros com especialistas. No entanto, a biópsia nasal é apenas uma técnica de coleta que informa diretamente sobre os eventos celulares teciduais, apesar de que estes possam estar implicados em parte a outras abordagens de coleta. Os espécimes de tecido podem ser utilizados para avaliar a expressão gênica e protéica.
A medida do NO nasal envolve equipamento dispendioso porém fornece resultado instantâneo. Apesar de outras abordagens, todos eles exigem processamento e análise da amostra. As recomendações para a padronização da medida têm sido feitas e as medidas são consideradas em parte para mostrar a inflamação alérgica dentro da mucosa nasal. As limitações do NO nasal são pelo fato de que refletem apenas um certo aspecto da inflamação da mucosa alérgica e uma proporção do NO nasal medido é derivada dos seios nasais sob circunstâncias normais. A elevada contribuição do mucosa do seio nasal limita a capacidade discriminatória do NO nasal para refletir alterações nasais específicas do tecido.
Os autores concluíram que a incorporação de medidas da inflamação nasal em ensaios clínicos tem distinguido a terapia antiinflamatória da terapia sintomática e tem o potencial para fornecer informação sobre a eficácia de novas terapias para a rinite alérgica.
Objective monitoring of nasal airway inflammation in rhinitis - The Journal of Allergy and Clinical Immunology – 2005; 115(3):S414
March 2005, Supplement • Volume 115 • Number 3
Objective monitoring of nasal airway inflammation in rhinitis
Peter H. Howarth, BSc (Hons), DM, FRCP a * [MEDLINE LOOKUP] Carl G.A. Persson, PhD b [MEDLINE LOOKUP] Eli O. Meltzer, MD c [MEDLINE LOOKUP] Mikila R. Jacobson, PhD d [MEDLINE LOOKUP] Stephen R. Durham, MD d [MEDLINE LOOKUP] Philip E. Silkoff, MBBS, MRCP, FCCP e [MEDLINE LOOKUP] |
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Allergic rhinitis is an inflammatory nasal disorder in which a range of different cells participates. A variety of approaches has been used to monitor nasal inflammation objectively to investigate disease processes and to evaluate the effect of therapeutic intervention. These approaches include nasal lavage, nasal cytology, and nasal biopsy, together with the more recently established measurement of nasal nitric oxide (NO) concentration. Although all provide information about nasal mucosal inflammation, the extent of information that can be obtained by each approach, the ease of sampling, and the complexity of sample handling differ. Such considerations influence the choice of approach when measurement of nasal inflammation is to be an objective outcome parameter in a clinical trial. In addition, the choice of approach is also determined by the questions or hypotheses that are to be addressed.
Nasal lavage is simple and rapid to perform, is well tolerated, and provides a sample that can provide information about luminal cell recruitment, cell activation, and plasma protein extravasation. Nasal cytology involves sampling and recovering mucosal surface cells. It is also easy to perform and is well tolerated in general, although some find that the procedure causes a transient unpleasant sensation. A differential cell count from the sample provides information about relative cell populations. Both nasal lavage and nasal cytology are readily applicable to clinical trials. Nasal cytology sample handling is easier, but nasal lavage offers the advantage of providing considerably greater information from the sample.
Nasal biopsy is a considerably more invasive procedure and requires expertise not only in tissue sampling but also in biopsy processing. Therefore, it is applicable only in specialist centers. However, nasal biopsy is the only sampling technique that directly informs about tissue cellular events, although these may be implied, in part from the other sampling approaches. Tissue specimens can be used to evaluate both protein and gene expression.
Measurement of nasal NO involves expensive equipment but provides an instantaneous result, unlike the other approaches, all of which require sample processing and analysis. Recommendations for standardization of measurement have been made, and measures are considered in part to reflect allergic inflammation within the nasal mucosa. The limitations of nasal NO are that it reflects only a certain aspect of allergic mucosal inflammation, and that because a proportion of nasally measured NO is derived from the sinuses under normal circumstances, nasal NO is not specific for nasal disease. The high contribution from the sinus mucosa limits the discriminatory ability of nasal NO to reflect nasal tissue–specific alterations.
The incorporation of measures of nasal inflammation in clinical trials has distinguished anti-inflammatory therapy from symptomatic therapy and has the potential to provide information about the efficacy of novel therapies for allergic rhinitis.
- aFrom Southampton General Hospital
- bDepartments of Clinical Pharmacology, Physiological Sciences, and Otorhinolaryngology, University Hospital of Lund
- cAllergy and Asthma Medical Group and Research Centre, San Diego
- dUpper Respiratory Medicine, Imperial College School of Medicine, National Heart and Lung Institute, London
- eAstraZeneca, Wilmington
- Disclosure of potential conflict of interest: P. H. Howarth has been an advisory board member for AstraZeneca, GlaxoSmithKline, Sanofi-Aventis, and Altana. C. G. A. Persson—none disclosed. E. O. Meltzer has consultant arrangements with Alcon, Altana, AstraZeneca, Sanofi Aventis, Dey, Genentech, GSK, Merck, Pfizer, Rigel, Schering, and Wyeth; is employed with the Allergy and Asthma Medical Group and Research Center, San Diego, Calif; and is a member of the Speakers' Bureau for Sanofi Aventis, Genentech, GSK, Merck, Pfizer, Schering, and UCB. M. R. Jacobson—none disclosed. S. R. Durham has consultant arrangements with AstraZeneca, GSK, Aventis, UCB, and ALK-Abelló; receives grants or research support from GSK and ALK-Abelló; and is a member of the Speakers' Bureau for GSK, UCB, Schering Plough, and ALK-Abelló. P. E. Silkoff is a full time employee of AstraZeneca.Guest Editor:Peter H. Howarth, BSc (Hons), DM, FRCPAttribution of Sections:Nasal lavage: Peter H. Howarth, BSc (Hons), DM, FRCP, and Carl G. A. Persson, PhDNasal cytology: Eli O. Meltzer, MDNasal biopsy: Mikila R. Jacobson, PhD, and Stephen R. Durham, MDNasal nitric oxide: Philip E. Silkoff, MD
- *Reprint requests: Peter H. Howarth, BSc (Hons), DM, FRCP, IIR Research Division, Mail Point 810, Southampton General Hospital, Tremona Road, Southampton, Hampshire, SO16 6YD, United Kingdom.
- Email address: phh1@soton.ac.uk (Peter H. Howarth)
- Southampton and London, United Kingdom, Lund, Sweden, San Diego, Calif, and Wilmington, Del
- Submitted November 15, 2004.
- Revision submitted December 9, 2004.
- Accepted December 13, 2004.
- Copyright © 2005 by American Academy of Allergy, Asthma and Immunology
- doi: 10.1016/j.jaci.2004.12.1134
IMPORTANTE
- Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
- As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
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Dra. Shirley de Campos |
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