Metais Pesados / Transição - Tóxicos, Ambiente e Medicina Biomolecular
Esta página já teve 88.935.967 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 26.983 acessos diários
home | entre em contato
 

Metais Pesados / Transição

Tóxicos, Ambiente e Medicina Biomolecular

13/06/2003

Eu quase que nada não sei,

Mas desconfio de muita coisa."

(João Guimarães Rosa)

TÓXICOS, AMBIENTE E MEDICINA BIOMOLECULAR

As doenças causadas pelos produtos químicos tóxicos lançados no meio ambiente formam um leque substancial mas infelizmente pouco apreciado na vida moderna e sobretudo pela medicina moderna.

A partir da segunda guerra mundial, a produção de substâncias químicas sintéticas tem aumentado exponencialmente. Atualmente, mais de 70.000 moléculas químicas únicas e mais de 10 milhões de misturas, combinações químicas estão em uso comercial registradas. Uma conseqüência desta "revolução química" tem sido a contaminação com uma extraordinária variedade de substâncias sintéticas no organismo humano. Uma estatística americana realizada em 1991(no Brasil não temos dados bem definidos) relatou a emissão de 3,39 bilhões de quilos de detritos químicos no ar, água ou no solo. Estas emissões incluíram toxinas, carcinógenos e neurotoxinas assim como milhares de substâncias químicas com potencial tóxico não testado e também desconhecidas.

Exposições às toxinas químicas produzem um amplo espectro de doenças, como também podem envolver todos os órgão do corpo humano.

As intoxicações incluem doenças ambientais clássicas e bem descritas tais como o câncer de pulmão, o mesotelioma maligno em trabalhadores expostos ao asbesto, câncer de bexiga em trabalhadores que manipulam a benzidina, leucemia e linfoma em expostos à benzina e bronquite crônica em expostos ao pó. Incluem também entidades como a demência por exposição a solventes; esterilidade em homens e mulheres expostos a pesticidas, asma e bronquites em crianças e adultos cronicamente expostos às partículas poluentes do ar (grandes cidades). Algumas destas patologias são manifestadas por sintomas óbvios ao passo que outras envolvem graus de disfunções difíceis de se diagnosticar inicialmente.

Os médicos freqüentemente têm dificuldades em reconhecer os fatores ambientais como etiologia das doenças. Esta dificuldade reflete o fato de que a maioria das doenças ambientais não são clinicamente distintas das doenças causadas por outros fatores. Por exemplo, os sintomas de intoxicação por chumbo não são específicos, isto é, dores de cabeça, dores abdominais e fraqueza muscular. O câncer de pulmão ocasionado pelo asbesto não é clinicamente e nem patologicamente distinguível do ocasionado pelo cigarro. E a demência desencadeada pelos solventes difere pouco na sua apresentação daquela ocasionada pelo abuso de álcool ou pela doença de Alzheimer. O diagnóstico da doença ambiental fica ainda mais complicado pelo longo período de latência entre uma exposição tóxica e o aparecimento da doença.

A Medicina Biomolecular é a área de atuação em Medicina Preventiva que vem sistematicamente denunciando no Brasil, o quanto a contaminação e a intoxicação vem ocorrendo em escala populacional e se preocupado com a detecção e terapêutica, principalmente na área nutricional desses males.

Dra. Shirley de Campos


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos