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Por volta do ano 1500 a.C., em plena Idade do Bronze, os copos de vidro já se haviam vulgarizado. Antes, bebia-se por púcaros de barro e, em certas ocasiões cerimoniais, por taças de ouro. Contudo, a técnica de fundir uma substância vítrea de modo a revestir objetos sólidos, havia sido descoberta muito tempo antes: por volta de 4000 a.C. Terá sido provavelmente no Egito que primeiro surgiu a idéia de um vaso oco de vidro. Foi feito mergulhando um saco de pano com areia num cadinho com vidro fundente, modelado posteriormente, rolando-o sobre um banco de pedra liso. Quando o vidro arrefecia era só retirar o saco. Esta técnica espalhou-se por todo o Próximo Oriente por volta de 1200 a.C. Contudo, com a primeira “Idade das Trevas”perdeu-se só se reabilitando, bastante mais tarde, por volta do século VIII a.C. no egito, Fenícia, Síria, Itália e Europa Celta. Já então se soprava o vidro através de um tubo oco de metal, uma idéia nascida no século I a.C na Síria. A técnica do sopro difundiu-se pelo Império Romano, tendo até aos nossos dias sobrevivido um elevado número de canecas romanas e pequenos frascos para perfume. A arte do vidro sobreviveu à queda do Império através dos vidreiros da Renânia. Os copos de vinho de vidro foram sempre artigos de luxo até ao século XVIII.
Polvo
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