Medicina Esportiva/Atividade Física - Arginina no esporte
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Arginina no esporte

09/05/2005

Por que usar a arginina como suplemento nutricional no esporte?

 

A arginina é um aminoácido condicionalmente essencial, ou seja, em condições normais, o organismo consegue sintetizá-la, porém, em determinadas situações, como períodos de rápido crescimento celular (na infância e em certas doenças), é necessário adquiri-la por meio da dieta (1). É comumente utilizada pelos atletas com intuito de incrementar a massa muscular, encurtar o período de recuperação entre os treinos, aumentar a força e o desempenho na atividade física. Entretanto, a arginina pode estimular a secreção endógena do hormônio do crescimento (GH), que pode aumentar o tamanho da massa muscular, porém não tem efeito no aumento da força muscular. Apesar de não haver nenhuma comprovação científica a respeito do uso de suplementos estimuladores do GH e de a prática ser considerada doping, muitos atletas os utilizam para ficarem mais preparados para a competição (2,3).

Além da arginina, o GH pode ser estimulado por atividade física, sono e hipoglicemia. Dentre esses fatores, o exercício é o maior estimulador de secreção do GH. Por exemplo, exercícios intensos e intermitentes secretam maior quantidade do GH comparado com exercícios contínuos. Da mesma maneira, a utilização de cargas elevadas com os membros inferiores e pouco repetitivas, elevam em maior nível o GH plasmático (3).

A arginina também pode originar outro aminoácido, a creatina, encontrada em alimentos de origem animal. A creatina também é utilizada pelos atletas, pois é fonte rápida de energia para a contração muscular, melhorando desempenho de atividades físicas de alta intensidade e curta duração (4).

Os efeitos colaterais dos usuários que fazem uso desse de suplementos estimuladores do GH estão associados com aumento do osso facial, doenças cardiovasculares, diabetes melito, hipertensão arterial, fraqueza muscular e neuropatia periférica. Esses efeitos são geralmente irreversíveis. Por isso, a utilização desses tipos de suplementos deve ser criteriosamente avaliada por profissionais de saúde (2).

Autor(a):       Camila Garcia Marques

Referência

1. Waitzberg DL, Logullo P. Proteínas. In: Waitzberg DL, editor. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral. 3ed. São Paulo: Atheneu; 2000. p. 35-54.

2. Pérez MB. Uso de anabólicos por atletas adolescentes. Revista de Endocrinologia y Nutrición. 2001:9(3):133-40.

3. Bacurau RFP. Anabolizantes. In: Lancha Junior AH, editor. Nutrição e metabolismo aplicados à atividade física motora. São Paulo: Atheneu; 2002. p. 155-80.

4. Mendes RR, Tirapegui J. Considerações sobre exercício físico, creatina e nutrição. Rev Bras Ciênc Farm. 1999;35(2):195-209.
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