Teses/Estudos Avançados/Questões - O efeito da informação sobre o comportamento dos profissionais da saúde diante da morte
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Teses/Estudos Avançados/Questões

O efeito da informação sobre o comportamento dos profissionais da saúde diante da morte

15/05/2005
Nível   Doutorado
Autor   Rachel Duarte Moritz   rachelm@brasilnet.net
Orientador   Francisco Antônio Pereira Fialho   fialho@eps.ufsc.br
Resumo  

A capacidade da ciência médica de prolongar a vida através do uso da tecnologia, principalmente nas UTIs, tem gerado questionamentos sobre o quanto o médico deve manter o tratamento de pacientes terminais.Estudos demonstram que a maioria das mortes nas UTIs ocorrem após a recusa ou suspensão de tratamentos. Muitos profissionais da área da saúde desconhecem essa realidade e, têm dificuldade em aceitá-las. Objetivo : Verificar as atitudes dos profissionais da saúde no que concerne à morte, ao morrer, à recusa ou suspensão de tratamentos considerados fúteis ou inúteis. Desenho: Estudo de coorte prospectivo, com abordagem quanti-qualitativa. Método: Um questionário foi distribuído para 91 profissionais da área da saúde (Medicina e Enfermagem). A amostragem foi selecionada aleatoriamente após estratificação por categoria profissional. O questionário foi elaborado pela autora que levou em consideração os conflitos pelos quais passam aqueles que tratam de pacientes internados em UTI. Foi respondido antes e após 30 dias do debate sobre a morte e o morrer, sendo avaliadas diversas situações de cunho pessoal ou profissional. As respostas foram efetuadas através de escalas adjetivas com variáveis contínuas. Para a análise estatística foram utilizados os testes de Wilcoxon, Mann Whitney, sendo considerado significante um p£0.05, e o de análise de correspondência múltipla, sendo considerado como indicativo da tendência qualitativa de associação ideal um total de inércia (TI) de pelo menos 70%. Resultados: A tendência dos 77 profissionais que foram observados nesta pesquisa foi a de referir: haver participado eventualmente de discussões sobre o tema Morte ou Morrer; sentir angústia diante do tema; considerar importante o debate rotineiro sobre o mesmo. A avaliação dos questionamentos de cunho pessoal, que se referiam à importância do diálogo familiar sobre o tema e aos desejos dos profissionais diante da sua própria morte e da morte dos seus familiares e pacientes, mostrou uma tendência de esses indivíduos conversaram mais com os seus familiares após a primeira etapa do trabalho e de modificarem a sua atitude diante da morte e do morrer (TI=61%). As decisões profissionais foram baseadas em discussões de casos clínicos. Primeiramente foi avaliada a decisão de ser iniciado um tratamento considerado fútil. Os participantes deste trabalho tenderam a mudar de opinião no que concerne a esse tópico, aceitando mais facilmente, na segunda fase, a não reanimação de pacientes sem possibilidades terapêuticas (TI=68%). A discussão sobre a necessidade de ser respeitada a vontade do paciente levou os profissionais a optarem mais fortemente pelo cumprimento das orientações previamente manifestadas pelos pacientes (TI=91%). O maior conhecimento sobre tratamento fútil fez com que esses profissionais tendessem a aceitar mais facilmente a suspensão ou recusa do mesmo(TI=67%). Conclusões: Há uma tendência de os profissionais da saúde considerarem que o tema Morte e Morrer deveria ser mais debatido, sentirem-se angustiados ao falar sobre a morte dos pacientes e terem dificuldade em aceitá-la. O debate e a informação sobre a Morte e o Morrer pode levar esses profissionais a uma mudança de conduta. Sugere-se que esse tema seja debatido rotineiramente nos hospitais e faça parte da formação curricular dos profissionais da área da saúde.

Palavras-chaves   Morte, Terapia Fútil, Suspensão Terapia
Área de concentração  

Mídia e Conhecimento

Data da defesa  

11/09/2002

Banca examinadora   Edevard José de Araújo, Ernesto Francisco Damerau, Fernando Osni Machado, Francisco Antônio Pereira Fialho, José A. de Souza, Ricardo de Souza Vieira, Silvia Modesto Nassar


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