Cientistas testam com sucesso droga que inunda o cérebro com o neurotransmissor que facilita o aprendizado e a memória
Tim Radford escreve para ‘The Guardian’:
Eis o sonho: você não dormiu, seu cérebro virou mingau, você não acha as palavras e está prestes a fazer a entrevista que pode mudar sua vida. Então, engole uma pílula.
Em minutos, se sente alerta e capaz de dar as respostas certas na hora certa. Isso poderá um dia virar realidade.
Uma classe de drogas experimentais, as ampaquinas, pode aumentar a atividade do glutamato e inundar o cérebro com o neurotransmissor que facilita o aprendizado e a memória.
Segundo a ‘New Scientist’ desta quinta-feira, cientistas da Universidade de Surrey testaram a ampaquina CX717 em 16 homens saudáveis entre 18 e 45 anos.
Os voluntários começaram com uma boa noite de sono e passaram por testes de memória, atenção, tempo de reação e solução de problemas.
Então, às 23 horas, alguns tomaram só uma pílula de açúcar e outros, a droga em doses de até 1.000 mg. Eles foram mantidos acordados e testados várias vezes.
Às 4 horas, foram instruídos a ir para a cama num quarto escuro, mas mantendo-se acordados, enquanto os pesquisadores mediam ritmo cardíaco, atividade cerebral e outras coisas.
Os que tomaram placebo dormiram logo. Mas entre os voluntários privados de sono até as menores doses da droga - que está sendo testada para a empresa californiana Cortex – fizeram efeito.
Ela pertence a uma geração de ‘pílulas inteligentes’ e está sendo estudada na Europa e nos EUA como possível tratamento para narcolepsia, jet lag e, em especial, mal de Alzheimer. (O Estado de SP, 13/5)
Jornal da Ciência- SBPC
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