Medicina Esportiva/Atividade Física - Cuidados com o pé na corrida de aventura são fundamentais
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Cuidados com o pé na corrida de aventura são fundamentais

22/05/2005


Rio de Janeiro - Muito preparo físico e psicológico, além de muito senso de grupo são os requisitos básicos para se participar de uma corrida de aventura. Entretanto, os desafios que os atletas enfrentam nas mais diferentes paisagens (rios, matas, desertos, gelo) aumentam consideravelmente as chances de uma lesão. “Como na corrida (de aventura) se um componente da equipe desistir, todos são eliminados, alguns atletas não querem desistir mesmo apresentando uma fratura exposta, por exemplo”, afirmou André Pedrinelli, durante o 36º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia.

A corrida, que vem se popularizando em todo o mundo desde seu surgimento na década de 80, na Nova Zelândia, é um esporte do qual participam pessoas de ambos os sexos, divididas em grupos, que devem realizar tarefas específicas no menor tempo possível. A modalidade é praticada em lugares inóspitos que ofereçem contato direto com a natureza e diversos tipo de desafio, como rios, montanhas, florestas e neve.

Segundo Pedrinelli, entre os principais tipos de lesão está a fascite plantar, que atinge cerca de 10% dos praticantes do esporte. “Problemas relacionados aos pés são os que geralmente eliminam os participantes”, afirmou. A enfermidade consiste na inflamação da fáscia plantar, uma estrutura fibrosa espessa, localizada na planta do pé, que se estende do osso do calcanhar até os dedos. “As principais causas da fascite são a troca de atividade, o alongamento inadequado, o aumento de peso, o aumento súbito da atividade, biomecânica alterada do pé e torção tibial excessiva”, explicou.

O pesquisador disse que os calçados utilizados também colaboram e aumentam os riscos em relação a outros tipos de corredores. “Os maratonistas, por exemplo, usam tênis especiais que diminuem o impacto no solo. Eles (os participantes da corrida de aventura) usam uma espécie de ‘botinha’, muito dura”, explica e acresenta que “andar em trilhas planas, com calçados confortáveis e secos, quem conhece a corrida de aventura sabe que esta não é uma realidade para seus participantes”. Segundo Pedrinelli, a idade é um fator a mais de preocupação: “é muito comum pessoas com mais idade participarem desse esporte. E com a idade, sempre aumentam as chances de lesão”.

Pedrinelli citou também alguns dos sintomas mais comuns da fascite plantar: dor na região plantar medial (meio da planta do pé), no calcâneo e no pé ao dar os primeiros passos pela manhã. O tratamento, segundo ele, consiste na administração de anti-inflamatórios e analgésicos, alongamento, crioterapia (estimulação através do resfriamento de uma região do corpo) após a atividade, utilização de calçados que absorvam melhor o impacto com palmilhas que elevem o salto e massagem profunda local, além do tratamento cirúrgico.

Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)


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