Medicina Esportiva/Atividade Física - Assim como atletas, bailarinos também são vítimas de lesões
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Assim como atletas, bailarinos também são vítimas de lesões

22/05/2005


A lesão no esporte geralmente é associada aos atletas das modalidades mais tradicionais: o jogador de futebol, de basquete, o maratonista, por exemplo. O que nem todos sabem é que o bailarino está tão exposto, e às vezes muito mais, às mesmas lesões que a maioria dos esportistas. “Os dançarinos executam no palco todos os movimentos praticados em todos os esportes, à exceção do futebol americano”, afirma José Felipe Alloza, da Universidade Federal de São Paulo. Pesquisa realizada em São Paulo com 146 bailarinos, da qual Alloza participou, mostrou que 85,4% já haviam se lesionado antes pelo menos uma vez e que mais de 80% chegaram a ficar mais de uma semana fora de atividade.

“A palavra dança vem de tan, que em sânscrito quer dizer ‘tensão’. Isso mostra como o indivíduo mantém um estado de tensão, inclusive corporal, enquanto se apresenta”, defendeu Alloza, durante o 36º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, que está acontecendo no Riocentro (Rio de Janeiro). Na opinião de Alloza, a lesão que acomete os bailarinos deve ser visto também pelo aspecto econômico. “Uma lesão significa prejuízo para as companhias, assim como ocorre em clubes de futebol, que têm seus profissionais fora de atuação por conta disso”, explica.

As bailarinas especificamente, além de saltar, correr e se alongar (esticarem) em diversos movimentos por todo o palco, ainda são obrigadas a dançar na ponta dos pés em grande parte da maioria das apresentações. Segundo o site do Centro de Artes Coreográficas, este movimento, consolidado no balé no século XIX, é “um trabalho de elevação em que o peso do corpo e sustentado pelos dedos (tarsos) dos pés, que são protegidos por uma sapatilha própria para tal fim”. Entretanto, segundo Alloza, tamanho esforço pode causar sérias lesões nas dançarinas, como a sesamoidite (inflamação dos sesamóides). Os sesamóides são pequenos ossos localizados abaixo dos dedões dos pés (Hálux). Sua função é proteger alguns tendões localizados nessa região e melhorar a impulsão na hora da passada.

Na opinião do pesquisador, deve-se tentar, primeiramente, sempre o tratamento conservador (não-cirúrgico). Entretanto, ele garante que a cirurgia deve ser vista como uma alternativa. “A sesamoidite pode e deve ser tratada cirurgicamente, porém, o procedimento não garante total alívio da dor”, explica.

Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)


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