Nutrologia/Alimentos/Nutrição - Gasto energético basal e o gasto energético em repouso
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Nutrologia/Alimentos/Nutrição

Gasto energético basal e o gasto energético em repouso

04/06/2005

O GER (gasto energético em repouso) é a energia gasta em condições similares ao gasto energético basal (GEB), que é definido como a taxa mínima de energia gasta em 24 horas, correspondendo à energia gasta para manter o funcionamento normal do organismo, como respiração, circulação sangüínea, conservação da temperatura corpórea, dentre outros. A diferença entre ambos é que, no GER, o indivíduo deve permanecer em repouso por 30 minutos para neutralizar a atividade física exercida até o local do exame e não estar em jejum, porém deve-se esperar de três a quatro horas da última refeição. Desta maneira, esta medida pode ser realizada a qualquer horário do dia. O GER é 10% mais elevado do que o GEB devido ao efeito térmico do alimento (energia gasta para digestão) e à influência da atividade física, mesmo que mínima (1,2).

O cálculo do GEB ou da taxa metabólica basal (TMB) é realizado logo após o paciente acordar, em repouso total e jejum de
10 a 12 horas. Ele não deve realizar atividade física no dia anterior para não influenciar no resultado. A massa corporal magra tem sido considerada como a principal determinante do GEB, podendo explicar as diferenças entre mulheres e homens. Alguns fatores que afetam o GEB são: idade, sexo, composição corporal, estado fisiológico e nutricional. Cerca de 60 a 75% do gasto energético diário corresponde ao GEB. Devido a medida de GER ser mais prática, comparada com o GEB, é a mais utilizada (1,2).

Resumo:


GEB: energia para metabolismo básico, medido em repouso de
10 a 12 horas e em jejum
GER: energia gasta em repouso e com o efeito térmico de alimentos ingeridos, medida em repouso de 30 minutos e sem jejum

 

Autor(a):       Camila Garcia Marques

 

 

 

Referência (s)

1. Avesani CM, Santos NSJ, Cuppari L. Necessidades e Recomendações de Energia. In: Cuppari L, editor. Guia de Nutrição: nutrição clínica no adulto - Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. São Paulo: Manole; 2002. p. 32-45.

2. Johnson RK. Energia. In: Mahan LK, Escott-Stump S, editores. Krause Alimentos, Nutrição & Dietoterapia. São Paulo: Roca; 2002. p. 18-29.

 

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