A massa corporal diminui significativamente a renda da família dessas mulheres", afirmou o estudo feito por dois pesquisadores da Universidade de Nova York (NYU, EUA). "No caso dos homens, no entanto, a massa corporal parece não influenciar na renda".
Dalton Conley, da NYU, e a estudante Rebecca Glauber, da mesma universidade, descobriram que um aumento de 1 por cento na massa corporal de uma mulher reflete-se em uma diminuição de 0,6 por cento na renda familiar.
Os pesquisadores também descobriram que o "prestígio profissional" de uma mulher, medida de seu status social em diferentes empregos, cai se a massa corporal aumenta -- 0,4 por cento de queda para cada 1 por cento de ganho de peso.
Segundo Conley, o mercado do casamento parecia contar pela maior parte da diferença de renda entre as mulheres no que diz respeito à massa corporal delas.
"As mulheres mais pesadas por serem mais altas tendem a possuir chances menores de se casar. Se conseguem se casar, tendem a fazê-lo com maridos de menor poder aquisitivo e também apresentam chances maiores de se divorciar", disse.
"Todos esses três fatores reduzem sua renda familiar final".
Conley e Glauber também descobriram que a noção disseminada de que os homens altos eram mais bem-sucedidos que os baixos estava incorreta.
O estudo, divulgado recentemente no site da Agência Nacional de Pesquisas Econômicas, uma prestigiada instituição norte-americana, não descartava a possibilidade de que uma posição social mais baixa elevaria as chances de aumento da massa corporal.
Mas, segundo Conley, a pesquisa, que comparou a renda entre irmãs e irmãos, sugere que isso era improvável.
Para os homens, porém, o peso parece ter pouco efeito em seus rendimentos.
"A massa corporal não reduz sua renda, não reduz suas chances de se casar e não aumenta a possibilidade de que se divorciem, se separem ou fiquem viúvos", escreveram os pesquisadores.
Reuters
Aventis