Pesquisadores ligados à Yale University School of Medicine publicaram, recentemente, no Current Opinion on Obstetrics and Gynecology, um estudo em que resumiram as opções disponíveis e discutiram dados publicados recentemente quanto aos métodos experimentais de preservação de fertilidade para pacientes portadoras de neoplasias malignas.
Recentemente, houve sucesso em protocolos de estimulação ovariana com tamoxifeno ou inibidores da aromatase em pacientes portadoras de neoplasia mamária, que tentaram criopreservação de embriões, gerados antes dos ciclos de quimioterapia. A primeira transferência de embrião através de oócitos retirados de tecido ovariano criopreservado, implantado em localização heterotópica, a primeira gestação após transplante ortotópico de tecido ovariano criopreservado, e o aumento do sucesso em criopreservação de oócitos também foram relatados.
Preservação da fertilidade em pacientes portadoras de câncer tornou-se um importante assunto de discussão médica devido ao aumento das taxas de sobrevida e de maternidade tardia, principalmente em países ocidentais. Traquelectomia vaginal radical por câncer cervical, cirurgias conservadoras para tumores ovarianos e tratamento de cânceres endometriais com progestin podem ser considerados em estádios precoces, com vistas à preservação da fertilidade. Criopreservação de embriões é uma técnica estabelecida disponível para preservação de fertilidade, proporcionando postergação aceitável do início dos ciclos de quimioterapia ou de radioterapia. Técnicas adicionais que poderiam ser oferecidas a pacientes portadoras de neoplasias malignas incluem criopreservação de oócitos, criopreservação ovariana e co-tratamento com hormônio liberador de gonadotrofinas e quimioterapia.
Portanto, os pesquisadores concluíram que criopreservação de oócitos, criopreservação ovariana e co-administração de hormônio liberador de gonadotrofinas são técnicas experimentais disponíveis para pacientes portadoras de neoplasias malignas.
Fertility preservation options for female patients with malignancies - Current Opinion on Obstetrics and Gynecology; 2005; 17(3):299-308