alergia - Vacina sublingual contra alergia é segura e eficaz em pacientes pediátricos
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Vacina sublingual contra alergia é segura e eficaz em pacientes pediátricos

15/06/2005
 




Pesquisadores ligados ao Hospital Virgen Del Camino, de Pamplona, na Espanha, publicaram, recentemente, no Journal of Investigation in Allergology and Clinical Immunology, uma meta-análise em que procuraram avaliar a eficácia da administração sublingual de vacinas contra alergia em pacientes pediátricos, quanto aos escores de sintomas e de medicação, comparado à administração de placebo por via sublingual.

 

Foram incluídos, na meta-análise, estudos aleatorizados, duplo-cego, controlados por placebo, constituídos por pacientes de até 14 anos, portadores de rinite ou asma de etiologia comprovadamente alérgica. Dois revisores analisaram independentemente a eligibilidade dos estudos para inclusão na meta-análise. Utilizou-se o método de diferença de médias padronizadas combinadas (SMD) para avaliação das diferenças. Como os pesquisadores esperavam que surgisse heterogeneidade nos dados, devido aos diferentes procedimentos utilizados em cada ensaio clínico, foi usado um modelo de efeitos fixos para obtenção do SMD. Os principais eventos analisados foram os escores de sintomas clínicos (asma, rinite e conjuntivite) e de necessidade do uso de medicamentos.

 

Sete ensaios clínicos duplo-cego, controlados por placebo, compostos por 256 pacientes pediátricos, sendo 129 pacientes em grupo experimental e 127 indivíduos controle, foram analisados. Observou-se diminuição dos escores de sintomas clínicos (SMD: -1,42 para asma, -0,44 para rinite e –1,49 para conjuntivite) e de necessidade de medicamentos (SMD: -1,01). Apenas reduções dos escores de asma (p=0,01) e de necessidade de medicamentos (p=0,06) mostraram-se estatisticamente significante com o modelo de efeitos aleatórios, porém alterações quanto aos sintomas de rinite (p=0,27) ou sintomas de conjuntivite (p=0,19) não apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Resultados obtidos com o modelo de efeitos fixos foram semelhantes em magnitude (SMD: -1,60 para asma, -0,47 para rinite, -1,09 para conjuntivite e –0,54 para necessidade de medicamentos). Nenhum dos estudos apresentou efeitos colaterais graves ou sistêmicos, sendo que, entre os eventos adversos, queixas orais e gastrointestinais foram as mais freqüentes.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que o uso de vacinas sublinguais contra alergia é uma alternativa segura e eficaz para diminuição dos sintomas respiratórios e do uso de medicamentos em pacientes pediátricos.

Efficacy of sublingual allergen vaccination for respiratory allergy in children. Conclusion from one meta-analysis - Journal of Investigation in Allergology and Clinical Immunology; 2005; 15(1):9-16

J Investig Allergol Clin Immunol. 2005;15(1):9-16. Related Articles, Links


Efficacy of sublingual allergen vaccination for respiratory allergy in children. Conclusions from one meta-analysis.

Olaguibel JM, Alvarez Puebla MJ.

Seccion de Alergologia, Hospital Virgen del Camino, Pamplona, Spain. jmolaguibel@telefonica.net

BACKGROUND: Sublingual route, that allows the safe administration of allergen vaccination at home and without injections, is a highly attractive alternative to parenteral delivery, especially among the youngest population. However, its efficacy in children has been questioned. OBJECTIVE: To evaluate the efficacy (symptom and medication scores) of sublingual allergen vaccination compared to placebo in paediatric patients. SEARCH STRATEGY: MEDLINE, EMBASE, ISI and the Cochrane Central Register of Controlled Trials were explored (completed in January/04) for potentially relevant studies. SELECTION CRITERIA: Randomized double-blind placebo-controlled clinical trials involving children < or = 14 years-old with either rhinitis or asthma of proved allergic aetiology. Data collection and analysis. Two reviewers analyzed independently the eligibility of studies for inclusion. The combined standardized mean difference (SMD) method was used to evaluate differences. Since heterogeneity was expected, probably due to the different procedures from each trial, we used the random effect model to obtain SMD. However, we also present the SMD values from the fixed effect model. The main outcomes were clinical symptom (asthma, rhinitis and conjunctivitis) and drug requirement scores. Safety, immunological and clinical changes were also reviewed. RESULTS: Seven double-blind placebo-controlled trials, enrolling 256 children (129 treatment and 127 placebo recipients), were analyzed. We observed decreases in symptom (SMD: -1.42 for asthma, -0.44 for rhinitis and -1.49 for conjunctivitis) and medication requirement (SMD: -1.01) scores. Only reductions in asthma (p=0.01) and drug dosage (p=0.06) scores reached statistical significance with the random effect model but changes in rhinitis symptoms (p=0.27) or conjunctival symptoms (p=0.19) were not statisticaly significant. Results obtained with the fixed effect model were similar in magnitude (SMD: -1.60 for asthma, SMD: -0.47 for rhinitis, SMD: -1.09 for conjunctivitis and, SMD: -0.54 for drug intake). Safety was a constant in all the studies; neither severe nor systemic reactions were observed and, oral and gastrointestinal complains were the most common adverse effects. CONCLUSION: In children, sublingual delivery of allergen vaccination constitutes a safe and effective alternative to the sublingual route to reduce allergy respiratory symptoms and drug intake. Further studies in this group of age are required to establish the optimal conditions for sublingual allergen vaccination.


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