Minerais - Doenças resultantes da baixa ingestão dietética de Iodo
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Minerais

Doenças resultantes da baixa ingestão dietética de Iodo

18/06/2005
Distúrbios por Deficiência de Iodo (DDI)  

      

Funções:

      O Iodo é um micronutriente essencial para o homem e outros animais.. Existe apenas uma única função conhecida do Iodo no organismo humano: ele é utilizado na síntese dos homônios tireoidianos (hormônios produzidos pela tireóide, uma glândula que se localiza na base frontal do pescoço): a triiodotironina e a tiroxina. Estes hormônios têm dois importantes papéis: atuam no crescimento físico e neurológico e na manutenção do fluxo normal de energia (metabolismo basal, principalmente na manutenção do calor do corpo). São muito importantes para o funcionamento de vários órgão como o coração, fígado, rins, ovários e outros.

Consequências da carência de Iodo:

      A deficiência de Iodo tem várias consequências para o ser humano:

  • hipotireoidismo: produção insuficiente dos hormônios tireoidianos, podendo ocasionar cansaço, insônia, pele seca, intolerância à temperaturas frias, depressão, bradicardia (coração bate mais devagar), intestino preso, ganho de peso, aumento de colesterol no sangue, menstruação irregular (com parada de ovulação) na mulher, dentre outros. O hipotireoidismo em crianças pequenas, é causa de retardo mental e do crescimento pois os hormônios da tireóide são essenciais para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso. Nos recém-nascidos, é particularmente grave, uma vez que produz retardo mental permanente e severo (hipotireoidismo neonatal;
  • Bócio (conhecido popularmente como "papo"): define um tamanho maior que o normal da glândula tireóide. O aumento excessivo da glândula titeóide pode ocasionar asfixia por compressão da traquéia e também dificuldades na deglutição (ato de engolir alimentos sólidos e líquidos);
  • Cretinismo endêmico: consequência do hipotireoidismo que ocorreu no período fetal. O indivíduo cretino apresenta retardo mental severo e irreversível, surdo-mudez, estatura reduzida e sistema muscular e esquelético pouco desenvolvido;
  • Retardo mental por DDI: retardo intelectual e de desenvolvimento que não é suficientemente severo para ser considerado cretinismo;
  • Problemas na gravidez: a mulher grávida que apresenta deficiência de iodo tem um maior risco de aborto espontâneo, nascimento de natimortos e de crianças com baixo peso, que apresentam taxas de sobrevivência mais baixas. A falta de iodo afeta o cérebro do feto ou do recém-nascido, podendo ocasionar retardo mental, surdez, mudez e cretinismo. A mãe obtendo quantidade suficiente de iodo, o feto ou o bebê também obterá uma quantidade ótima de iodo e poderá produzir os hormônios da Tiróide de que necessita para o seu desenvolvimento.
  • Problemas na infância: a deficiência de Iodo aumenta a mortalidade infantil;
  • diminuição na capacidade de trabalhar e aprender.

Devido aos problemas decorrentes da carência de iodo no nosso organismo, podem ocorrer atrasos no desenvolvimento social e econômico de toda a comunidade que apresenta altos índices de DDI, prejudicando a qualidade de vida destas pessoas e das gerações futuras.

Sinais da carência:

      Os sinais e sintomas da carência de Iodo são o hipotireoidismo, crescimento da glândula tireóide, fadiga.

Causas da Deficiência:

      A deficiência de Iodo pode ser causada por:

  • consumo de alimentos oriundos de solos pobres em Iodo: o Iodo é um componente encontrado no solo em proporções variadas. Quando falta Iodo no solo onde são plantados os alimentos, seja porque o solo é naturalmente pobre desse componente (regiões montanhosas e distantes dos mares - a água dos oceanos é mais rica em Iodo do que a crosta terrestre) ou porque o solo foi exaurido do nutriente por práticas inadequadas de agricultura, os alimentos produzidos nessas terras terão menor teor de Iodo. Os animais que comporão a alimentação das populações residentes nessas áreas também se alimentarão de produtos pobres em Iodo. Isso pode levar aos Distúrbios por Deficiências de Iodo.
  • uso se sal não iodado na alimentação: como uma estratégia para suprir a necessidade de Iodo pelas populações, diversos países adotam a iodação do sal para consumo humano (sal de cozinha). Embora não se deva consumir sal em excesso, porque ele pode trazer prejuízos para a saúde, o seu consumo moderado e diário é essencial para que a necessidade de Iodo seja suprida, em especial naquelas populações que não residem a beira-mar ou vivem em regiões de solo pobre em Iodo. Não usar sal iodado (sal enriquecido com Iodo) ou usar o sal para consumo animal (que não é iodado) pode ocasionar os Distúrbios por Deficiência de Iodo

O sal para uso de animais, também chamado de sal grosso, apesar de em alguns casos ser mais barato, não possui iodo na quantidade ideal para as pessoas, portanto NÃO DEVE SER USADO!!!

Dicas para o uso do sal iodado:

  • Ao comprar o sal, observe no rótulo se ele é iodado;
  • Se você faz tempero caseiro ou tempero completo em casa, USE SEMPRE O SAL IODADO na mistura. Faça em pequenas quantidades e não guarde na geladeira;
  • Se você compra tempero completo, PROCURE VARIAR usando também o sal iodade. Não há garantia de que a fábrica usou o sal iodado para fazer este tempero;
  • Ao comprar o sal iodado, compre aquele com maior prazo de validade, pois caso esteja vencido, ocorre prejuízo da qualidade do iodo;
  • Ao armazenar o sal iodado em casa, coloque-o sempre em local fresco e ventilado, longe do calor. Evite coloca-lo perto do fogão a gás ou a lenha, pois o calor pode prejudicar a qualidade do iodo;
  • Ao abrir o saco do sal iodado, não retire o sal desta embalagem, mas sim coloque-o dentro de um pote ou vidro com tampa, mantendo-o sempre fechado;
  • Não coloque o pote de sal iodado na geladeira;
  • Mantenha o sal iodado longe de locais úmidos e não coloque colheres molhadas dentro da embalagem. A umidade pode prejudicar a qualidade do iodo.

Principais fontes alimentares do Iodo:

      As fontes principais de Iodo são os alimentos de origem marinha (ostras, moluscos e outros mariscos e peixes de água salgada). Leite e ovos também são fontes de Iodo, desde que oriundos de animais que tenham pastado em solos ricos de Iodo ou que foram alimentados com rações que continham o nutriente. Os vegetais oriundos de solos ricos em Iodo também são boas fontes.

      Como estas alternativas alimentares nem sempre estão disponíveis, a população deve fazer uso diário, em quantidades moderadas, do sal iodado. O consumidor deve verificar a embalagem do produto que traz os dizeres "sal iodado" ou "contém iodo". No Brasil, desde 1953, a iodação do sal é obrigatória por lei. Se você identificar algum sal para consumo humano em sua Região que não seja iodado, comunique à Vigilância Sanitária (Secretaria de Saúde do Município). Caso você tenha dúvidas sobre a iodação do sal de sua marca de preferência, solicite o teste ao Agente Comunitário de Saúde ou à própria Vigilância Sanitária.

Recomendações dietéticas de Iodo (segundo RDA);


Estágio de Vida Idade Recomendação

Bebês 0 a 6 meses 40 mg
6 meses a 1 ano 50 mg
Crianças 1 a 3 anos 70 mg
4 a 6 anos 90 mg
7 a 10 anos 120 mg
Homens > 11 150 mg
Mulheres >11 anos 150 mg
Gestantes 175 mg
Lactantes Primeiros 6 meses 200 mg
Segundos 6 meses 200 mg

www.e.gov.br


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