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A anorexia nervosa é um distúrbio visto habitualmente em adolescentes do sexo feminino, que parece estar se tornando cada vez mais comum. A ocorrência da síndrome é reforçada numa cultura em que a esbelteza é muito valorizada.
Os pacientes desenvolvem hábitos alimentares bizarros e recusam-se a comer. Eles podem perder 25% ou mais de seu peso corpóreo. Habitualmente, eles se exercitam vigorosamente, podendo abusar de laxantes ou diuréticos e/ou vomitar voluntariamente para diminuir a energia que eles retêm em seu organismo. Sem intervenção, o distúrbio pode progredir até a inanição, quando os sintomas se tornarão evidentes. Entre eles podemos citar: amenorréia (interrupção da menstruação); depleção dos depósitos de gordura corporal; enfraquecimento muscular; descamação; pele seca; cabelo quebradiço, seco e fino; deterioração das unhas; desidratação; diminuição da pressão arterial; aparição de edemas; diminuição da temperatura corporal; prisão de ventre e distúrbios do sono.
Psicologicamente, os indivíduos com anorexia têm um medo anormal de se tornarem obesos. Eles apresentam distorções da imagem corporal e de outras percepções.
Tanto os pacientes com anorexia nervosa, quanto suas famílias se tornam resistentes ao tratamento, por não reconhecerem a gravidade deste tipo de distúrbio. Do ponto de vista nutricional, o tratamento implicará em fornecer informações e auxiliar o paciente a modificar suas idéias sobre alimentação e peso ideal. O objetivo é conscientizá-los a adotar uma alimentação saudável e equilibrada, sem pular refeições e ingerindo no mínimo 1200 calorias por dia, distribuídas entre massas, cereais, legumes, frutas, verduras, frango, carne, leite, ovos, queijos, iogurtes, sem abusar de frituras e doces. Imprescindivelmente, a psicoterapia deve ser iniciada assim que o distúrbio for diagnosticado, e a evolução do tratamento nutricional dependerá do sucesso do acompanhamento psicoterápico.
Se o estado físico do paciente se agravar, a necessidade de hospitalização para reabilitação será indicada por crises de desmaio, força insuficiente para realizar atividades normais, fala lenta e enfraquecimento muscular. O objetivo então será aumentar a ingestão alimentar gradualmente, enquanto se diminui o gasto energético. As vias parenteral (pela veia) ou enteral (por sonda) devem ser reservadas apenas para os estados que põem a vida do paciente em risco, já que ele deve ser incentivado a ingerir alimentos.
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