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Embriões originados de óvulos não-fertilizados (que morrem antes de nascer) e dentes-de-leite de crianças podem ser uma fonte alternativa para a obtenção das polêmicas células- tronco embrionárias. Os novos métodos - o primeiro desenvolvido por uma clínica de fertilização norte-americana e o segundo pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) - foram noticiados pela revista britânica de divulgação científica "New Scientist".
As células-tronco são capazes de se diferenciar em qualquer outro tipo de célula do organismo, como as da pele e a do sistema sangüíneo. Até agora, foi possível separar dois tipos dessas células: as adultas, que não são muito eficientes; e as embrionárias, com maior capacidade de diferenciação, mas cuja obtenção exige que o embrião seja destruído.
O fenômeno conhecido como "nascimento virgem" pode ser uma alternativa para esse problema. Ele ocorre quando um óvulo não-fertilizado mantém dois grupos de cromossomos e passa a se desenvolver como se tivesse sido fertilizado. Alguns insetos e répteis são capazes de se reproduzir dessa maneira, mas os embriões de mamíferos geralmente morrem após apenas alguns dias.
Destruir essas células para obter células-tronco evitaria as preocupações éticas com a utilização das células embrionárias. Pesquisadores norte-americanos, liderados pelo especialista em fertilidade David Wininger, estão trabalhando para que a técnica tenha sucesso com embriões humanos.
Outra possibilidade, mais prática, está nos dentes-de-leite que caem de crianças de seis a treze anos. As células-tronco encontradas nesses dentes crescem com mais velocidade e têm mais potencial para se diferenciar em outras células do que as adultas, segundo Songtao Shi, dentista dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, em Bethesda, Maryland. Os cientistas da equipe de Shi descobriram que as células dos dentes-de-leite podem se diferenciar em células formadoras de dentes e também em células neurais e de gordura. |