Genética/Clonagem/Terapia gênica - Vacina gênica será testada contra o câncer
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Vacina gênica será testada contra o câncer

25/06/2005

USP-RIBEIRÃO PRETO

 

 

Uma vacina contra câncer começa a ser testada em seres humanos. Um grupo de dezoito pacientes, com tumores na cabeça e pescoço, começaram a receber doses da vacina gênica para tratamento de câncer. Desenvolvida pelo bioquímico Célio Lopes Silva, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), a vacina, que foi concebida originalmente para o tratamento de pacientes com tuberculose, carrega uma carga de DNA, molécula responsável pela informação hereditária nas células. Os resultados obtidos em laboratório mostraram-se muito eficazes.

Os testes com seres humanos, já aprovados pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa, estão sendo realizados no Hospital de Clínicas de São Paulo, sob a coordenação dos médicos Kald Ali Abdallah e Pedro Michaluart. Os voluntários que participam dos testes são portadores de tumores agressivos na região da cabeça e pescoço. São pacientes que já receberam todo tipo de tratamento conhecido contra sua doença, sem obter sucesso.

ETAPAS DA PESQUISA O primeiro passo da pesquisa é verificar os níveis de toxicidade da vacina, as reações colaterais, e isso será realizado de acordo com as normas da Food Drugs Administration (FDA), agência norte-americana que controla a área de alimentos e fármacos. Será feito um acompanhamento dos pacientes com a realização de exames tomográficos a cada três meses. O que se espera observar, nesse período, é uma diminuição de tamanho dos tumores, o que comprovaria a eficácia da vacina.

De acordo com o pesquisador, o objetivo da vacina contra o câncer é acionar dois tipos de linfócitos, o T CD8 e o T CD4, que são células atuantes na defesa do sistema imunológico. A vacina é aplicada diretamente no tumor fazendo com que o sistema imunológico reconheça aquelas células como um agente infeccioso e passe a combater, destruindo o tumor.

A expectativa é que os primeiros resultados capazes de comprovar a eficiência da vacina sejam conhecidos dentro de seis meses. Porém, os resultados finais deverão levar pelo menos três anos.

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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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