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Taxonomia:
Filo: Cordado Sub-filo: Vertebrado Super-Classe: Tetrápodo Sub-Classe: Anapsida Classe: Reptilia Ordem: Crocodylia Família: Alligatoridae Espécie: Caiman crocodilus (Linnaeus).
Status: O status do Caiman crocodilus ainda não é bem conhecido pela ampla distribuição da espécie na América do Sul, sendo uma das espécies menos estudadas no Brasil. É o mais comum dentre todos os crocodilianos brasileiros, apesar de algumas populações estarem localmente reduzidas.
Características: Esta espécie pode atingir um comprimento total de 2,5 m. Seus olhos são grandes com presença de giba na pálpebra posterior. As fêmeas são menores que os machos. Os indivíduos jovens são amarelados com manchas e faixas escuras no corpo e no rabo. Quando crescem, perdem sua coloração amarelada e as marcas ficam menos distintas. Os adultos são verde-oliva.
Distribuição: O Caiman crocodilus está distribuída na região norte nas bacias dos Amazonas e Orinoco e também no centro-oeste do Brasil nas bacias dos rios Araguaia e Tocantins. O habitat do jacaretinga está associado às diferentes formações aquáticas, desde grandes rios a tanques de piscicultura próximos a áreas urbanas, tornando-se, muitas vezes, uma espécie problema.
Alimentação: Os jovens alimentam-se de uma ampla variedade de invertebrados aquáticos (insetos, crustáceos e moluscos). Quando crescem, vários vertebrados assumem uma grande porcentagem de sua dieta (peixes, anfíbios, répteis, aves aquáticas e pequenos mamíferos). Ele é conhecido por controlar o número de piranhas.
Reprodução: As fêmeas atingem a maturidade sexual com 1,2 m, que pode ser com 4 a 7 anos. A corte e a cópula geralmente ocorre entre maio e agosto. O número de ovos por ninho varia de 14 a 40, com uma média de 22 ovos, depositados durante a estação seca. Os filhotes nascem após 90 dias. Uma fêmea pode cuidar de vários grupos de filhotes de diferentes fêmeas.
Exploração humana: O jacaretinga apresenta potencial de criação zootécnica, sendo sua comercialização nacional e internacional permitida, pois é uma espécie que consta no Apêndice II do CITES, considerada de “baixo risco” de extinção biológica pela IUCN. |