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Taxonomia:
Filo: Cordados Sub-Filo: Vertebrados Super-Classe: Tetrápodo Sub-Classe: Diapsida Classe: Lissamphibia Super-Ordem: Salientia Ordem: Anura Família: Bufonidae Gênero: Bufo Espécie: Bufo schneideri Nome Popular: Em várias regiões interioranas, devido a seu grande porte é chamado de Sapo-boi. O nome sapo-cururu provavelmente originou-se devido às suas vocalizações bastante típicas, que durante a estação reprodutiva, ecoam em quase todas as áreas abertas do Cerrado, mesmo em áreas antropizadas.
Distribuição: Esta espécie foi descrita em 1894 por Werner, mas por muito tempo foi chamada de B. paracnemis. Atualmente pode ser encontrada do Uruguai à Bolívia central, passando pelo Paraguai e Argentina. No Brasil , é encontrada principalmente nos estados da Bahia, Pernambuco, Mato Grosso, Goiás e Região Sul (Bastos et.al., 2003; Frost, 2002; Cochran, 1955).
Características: O Bufo schneideri pertence a um grupo que congrega animais de grande porte possuindo membros curtos e coloração que varia de castanho-claro a escuro. Possui pele áspera com região dorsal bastante rugosa devido à presença de glândulas cutâneas (Cochran, 1955). Duas dessas, localizadas logo atrás dos olhos, são chamadas de glândulas paratóides e atrás da tíbia estão as glândulas paracnemis. Quando são espremidas, as glândulas liberam veneno através de grandes poros, que escorre pela pele do animal. O veneno possui bufotoxinas, causando apenas pequenas irritações cutâneas em pessoas sensíveis, mas se ingerido, geralmente por cães, pode causar sérias complicações envolvendo o sistema nervoso e circulatório (Cardoso et.al., 2003).
Status populacional: Apresenta ampla distribuição geográfica na América do Sul com adensamento populacional em áreas antrópicas pela alta disponibilidade de alimentos (Cochran, 1955). O sapo-boi não é considerado uma espécie ameaçada de extinção, sendo assim não consta na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.
Hábitos: Os adultos desta espécie são bastante andarilhos, e forrageiam sob postes de iluminação, podendo ser encontrados a quilômetros de distância de corpos d'água. Durante o dia abrigam-se sob pedras e troncos de madeira, montes de tijolos, ou mesmo no interior de calhas, canaletas, etc.
Alimentação: Assim como B. crucifer, os adultos alimentam-se de insetos, tendo uma alimentação muito variada. Forrageiam sob postes de iluminação, com predomínio das espécies de insetos da Ordem Hymenoptera (Cochran, 1955).
Reprodução: Os machos costumam vocalizar às margens de lagos, lagoas e açudes, em áreas abertas, apenas durante a noite. O amplexo pode durar até 40 horas antes que ocorra a oviposição, e o acasalamento pode prolongar-se por mais 10 horas. Os machos de Bufo schneideri possuem comportamento reprodutivo explosivo e para atrair fêmeas, podem além de vocalizar, procurar ativamente por parceiras sexuais. Neste caso o macho se desloca no ambiente e tenta encontrar fêmeas para amplexo, todavia, em ambientes antropizados, com acúmulo de lixo e materiais flutuantes nos cursos d'água, não é difícil encontrarmos machos de B. schneideri amplectados com pedaços de madeira, isopor e garrafas, além de outras espécies (Bastos et.al, 2003). O canto de anúncio é formado por notas simples multipulsionadas, com som bastante grave (freqüência baixa) e repetitivo (alta taxa de emissão). O amplexo é axilar e a desova é depositada na forma de cordões gelatinosos, em ambientes lênticos, nos quais os girinos se desenvolvem (Bastos et.al, 2003; Cochran, 1955)
Bibliografia BASTOS, R. P.; MOTTA, J. A. O.; LIMA, L. P.; GUIMARÃES, L. D.Anfíbios da Floresta Nacional de Silvânia, estado de Goiás. 1ª edição.Goiânia: R. P. Bastos, 2003. 82p. BASTOS, R. P.; LIMA, L. P.; PASQUALI, M. S. Sapos, rãs e pererecas: desvendando o segredo dos anfíbios. 1ª edição. Goiânia: R. P. Bastos, 2003. 12p. CARDOSO,J.L.C.; FRANÇA, F.O.S.; WEN,F.H.; MÁLAQUE,C.M.S.; HADDAD Jr., V. Animais Peçonhentos no Brasil: Biologia, clínica e terapêutica dos acidentes. São Paulo: Sarvier, 1a.Ed., 2003. 469p. COCHRAN, D. M. Frogs of sooutheastern Brazil. Bull. U.S. Nat. Mus., n. 206, p. 1-423, 1955. FROST, D. R. Amphibian Species of the World: an online reference. V2.21(15 July 2002).
Netografia www.aultimaarcadenoe.com.br/saposchneideri.htm www.herpetologia.hpg.ig.com.br/anfibios.htm |