Meio Ambiente/Ecologia - Brachycephalus ephippium- sapinho dourado
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Meio Ambiente/Ecologia

Brachycephalus ephippium- sapinho dourado

08/07/2005
 

Taxonomia:

Filo: Cordados
Sub-Filo: Vertebrados
Super-Classe: Tetrápodo
Sub-Classe: Diapsida
Classe: Lissamphibia
Super-Ordem: Salientia
Ordem: Anura
Família: Brachycephalidae
Gênero: Brachycephalus
Espécie: Brachycephalus ephippium

Nome Popular: Sapinho dourado, Pingo-de-ouro, Botão-de-ouro.

Distribuição: São bastante abundantes nas matas da Serra do Mar e da Mantiqueira, na região de Campinas é encontrado em áreas florestais do planalto, em altitude superior a 1000 m (Carvalho-e-Silva & Izecksohn, 2001).Ocorre desde a Bahia até o Paraná.(Frost, 2002) .

Características: É um sapo de pequeno porte podendo ser alaranjado ou amarelo-cromo, possui cerca de 2 cm de comprimento do focinho ao ânus e apenas dois dedos funcionais na mão e três artelhos no pé (Carvalho-e-Silva & Izecksohn, 2001). Caminham lentamente de modo característico, dificilmente pulam, possuem a cor vistosa, o que pode estar associado à presença de substância tóxica na pele, semelhante a tetrodotoxina, que possivelmente tem função defensiva contra predadores. (Sebben et al. 1986)

Status Populacional: Aparentemente não possui risco de desaparecimento, pelo menos enquanto forem preservadas as matas úmidas. No entanto sua população pode entrar em declínio se houver redução da cobertura vegetal, ocasionada por desmatamentos (Carvalho-e-Silva & Izecksohn, 2001).
 
Hábitos: O Brachycephalus ephippium pode ser observado tanto durante o dia quanto a noite, andando no chão da mata ou em bromélias. Possui hábitos diurnos, e às vezes são encontrados em grupos, em manhãs ensolaradas, depois de fortes chuvas de verão. Os machos vocalizam sobre serrapilheira (Haddad & Sazima 1992).

Alimentação: Até o presente momento, não houve estudos sobre a dieta de Brachycephalus ephippium.

Reprodução: A desova é terrestre, composta de poucos ovos despigmentados e ricos em reserva nutritiva, vitelo. Os ovos são colocados em pequenas cavidades no solo, sob folhiço, e recobertos por detritos ou terra (Haddad & Sazima, 1992).

Bibliografia
FROST, D. R. 2002. Amphibian Species of the World: an online reference.
V2.21 (15 July 2002). Acessado em 10 de março de 2004
http://research.amnh.org/herpetology/amphibia/index.html
HADDAD, C.F.B. & SAZIMA. 1992. Anfíbios anuros da Serra do Japi. In(L.P.C. Morellato org). História Natural da Serra do Japi: ecologia e preservação de uma área florestal no Sudeste do Brasil, pp. 188-211. Editora da UNICAMP/FAPESP, Campinas.
IZECKSOHN, E.; CARVALHO-E-SILVA, S. P. Anfíbios do município do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001, 1ª Edição, 148p.
KWET, A.; DI-BERNARDO, M., Anfíbios. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1999, 1ª Edição.107p.
SEBBEN, A.; DARDENNE, M. A. R.; DANNI, T. M. S. Aspectos do desenvolvimento das glândulas da pele de Brachycephalus ephippium. In: XII Congresso Brasileiro de Zoologia, 1986. Cuiabá. v.1.

Netografia
http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/anfibio/pingo.html
www.bdt.fat.org.br/workshop/mata.atlantica/BR/rp_anfib 

 

www.ibama.gov.br


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