Reumatologia/Doenças Auto-Imune - Terapia de manutenção em vasculite associada a autoanticorpos citoplasmáticos antineutrófilo
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Reumatologia/Doenças Auto-Imune

Terapia de manutenção em vasculite associada a autoanticorpos citoplasmáticos antineutrófilo

09/07/2005
Um ensaio randômico de terapia de manutenção em vasculite associada a autoanticorpos citoplasmáticos antineutrófilo

David Jayne, Niels Rasmussen, Konrad Andrassy, et al, for the European Vasculitis Study Group

Contexto: as vasculitides sistêmicas primárias usualmente associadas com autoanticorpos anti antígenos citoplasmáticos de neutrófilos incluem a granulomatose de Wegener e a poliangiite microscópica. Investigamos se exposição a ciclofosfamida em pacientes com vasculite generalizada poderia ser reduzida com o uso de azatioprina na remissão.

Métodos: estudamos pacientes com diagnóstico novo de vasculite generalizada e uma concentração de creatinina sérica de 5,7 mg por decilitro (500 µmol por litro) ou menos. Todos os pacientes receberam no mínimo três meses de terapia com ciclofosfamida oral e prednisolona. Após remissão, pacientes foram randomicamente designados para continuar terapia com ciclofosfamida (1,5 mg por quilograma de peso corporal ao dia) ou um regime substituto de azatioprina (2 mg por quilograma por dia). Ambos os grupos continuaram a receber prednisolona e foram acompanhados por 18 meses desde a entrada no estudo. O desfecho principal foi recidiva.

Resultados: de 155 pacientes estudados, 144 (93 por cento) obtiveram remissão e foram encaminhados randomicamente para azatioprina (71 pacientes) ou para continuação de ciclofosfamida (73 pacientes). Ocorreram oito mortes (5 por cento), sete delas durante os primeiros três meses. Onze recidivas foram registradas no grupo da azatioprina (15,5 por cento), e 10 ocorreram no grupo da ciclofosfamida (13,7 por cento; P=0,65). Eventos adversos graves ocorreram em 15 pacientes durante a fase de indução (10 por cento), em 8 pacientes do grupo da azatioprina durante a fase de remissão (11 por cento), e em 7 pacientes do grupo da ciclofosfamida durante a fase de remissão (10 por cento; P=0,94 na comparação entre os grupos durante a fase de remissão). A taxa de recidiva foi menor entre os pacientes com poliangiite microscópica do que entre aqueles com granulomatose de Wegener (P=0,03).

Conclusões: em pacientes com vasculite generalizada, a retirada da ciclofosfamida e a substituição pela azatioprina após remissão não aumentou a taxa de recidiva. Portanto, a duração de exposição à ciclofosfamida pode ser diminuída com segurança.

NEJM 2003; 349: 36-44-Espaço Real Médico


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