A terapia com inibidores da aromatase está associada com perda óssea e fraturas. Um comum polimorfismo bialélico A/G na região 3´-não-transcriptada (UTR) do gene CYP19-aromatase tem sido associado com diferenças na transcrição gênica e no risco de tumores estrógeno-responsivos. Pesquisadores espanhóis realizaram um trabalho, recentemente publicado na revista Bone, onde exploraram a relação de tal polimorfismo e outros nove polimorfismos situados dentro ou próximos do gene CYP19 com a massa óssea.
O grupo em estudo consistiu em 286 mulheres pós-menopausa. O DNA foi isolado de sangue periférico. Os polimorfismos bialélico e inserção/deleção foram analisados com ensaios de exonuclease utilizando sondas de TaqMan. Um polimorfismo microsatélite no íntron 4 foi estudado por eletroforese por capilar. A densidade mineral óssea (BMD) foi determinada por DXA. Nesse estudo de corte-transversal, o decréscimo pós-menopausa na massa óssea aparentou ser menor em mulheres com o genótipo AA no 3`UTR que naquelas com genótipos AG ou GG.
Conseqüentemente houve significativas diferenças relacionadas ao genótipo na BMD. Em mulheres com 60 anos de idade, os índices da escala-T de quadril foram: AA −1,3 ± 0,1; AG −1,3 ± 0,2; GG −1,9 ± 0,1 (p = 0,002). Os índices na escala-T de coluna lombar foram: AA −1,9 ± 10,2; AG −2,2 ± 0,1; GG −3,0 ± 0,2 (p = 0,001). Além disso, o genótipo GG apresentou uma tendência para menores níveis de estrógenos livres. Esse polimorfismo foi fortemente relacionado com a repetição de um tetranucleotídeo no íntron 4, assim como outros polimorfismos bialélicos situados entre as regiões do 3′UTR e do promoter I.2. Todos eles foram associados com a BMD. Entretanto, os polimorfismos bialélicos no extremo da região 5´ do CYP19 e dois polimorfismos em genes vizinhos não foram associados com a BMD.
Os autores concluíram que variações comuns do CYP19-aromatase estão associados com diferenças na BMD que aparentam ser importantes individualmente assim como para uma perspectiva populacional.
Aromatase gene and osteoporosis: relationship of ten polymorphic loci with bone mineral density - Bone 2005; 36(5): 745-941
Aromatase gene and osteoporosis: relationship of ten polymorphic loci with bone mineral density
José A. Riancho , , María T. Zarrabeitia, Carmen Valero, Carolina Sañudo, José L. Hernández, José A. Amado, Ana Zarrabeitia and Jesús González-Macías
Department of Internal Medicine, Hospital U.M. Valdecilla, University of Cantabria, Avenue Valdecilla s/n. 39008 Santander, Spain
Received 11 September 2004; revised 16 September 2004; accepted 14 January 2005. Available online 24 March 2005.
Abstract
Aromatase activity appears to be important for bone homeostasis in postmenopausal women. In fact, therapy with aromatase inhibitors is associated with bone loss and fractures. A common biallelic A/G polymorphism in the 3′-untranslated region (UTR) of CYP19- aromatase gene has been associated with differences in gene transcription and the risk of estrogen-responsive tumors. We explored the relationship of such a polymorphism and other 9 polymorphisms situated within or near CYP19 gene with bone mass. The study group comprised 286 postmenopausal women. DNA was isolated from peripheral blood. Biallelic and insertion/deletion polymorphisms were analyzed with exonuclease assays using TaqMan probes. A microsatellite polymorphism in intron 4 was studied by capillary electrophoresis. Bone mineral density (BMD) was determined by DXA. In this cross-sectional study, the postmenopausal decrease in bone mass appeared to be slower in women with AA genotype in the 3′UTR, than in those with AG or GG genotypes. Consequently, there were significant genotype-related differences in BMD. In women after age of 60, hip T-scores were: AA −1.3 ± 0.1, AG −1.3 ± 0.2, GG −1.9 ± 0.1 (P = 0.002). Lumbar spine T-scores were: AA −1.9 ± 10.2, AG −2.2 ± 0.1, GG −3.0 ± 0.2 (P = 0.001). Moreover, GG genotype showed a trend for lower free estrogen levels. This polymorphism was strongly linked to a tetranucleotide repeat in intron 4, as well as to other biallelic polymorphisms situated between 3′UTR and I.2 promoter regions. They all were associated with BMD. However, biallelic polymorphisms in the extreme 5′ region of CYP19 and two polymorphisms in neighbor genes were not associated with BMD. In conclusion, common variations of CYP19- aromatase are associated with differences in BMD that seem to be important from an individual as well as from a population perspective.
Keywords: CYP19; Aromatase; Osteoporosis ; Estradiol
Supported by a grant from the Fondo de Investigaciones Sanitarias (PI 020063).
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