Os microrganismos do gênero Leishmania causam duas doenças devastadoras: a tegumentar, que destrói a pele e a mucosa, e a visceral, que afeta fígado, baço e outros órgãos. O genoma do L. major deve ajudar a entender e combater esses males.
"Ele funciona como modelo do gênero, porque a sua interação com o sistema imune é bem conhecida. Além disso, é difícil trabalhar com os outros Leishmania em laboratório", explica Angela Cruz, pesquisadora da USP de Ribeirão Preto.
Junto com o pós-doutorando Jeronimo Ruiz, a pesquisadora foi responsável por parte do seqüenciamento e da análise dos genes no cromossomo 2 do parasita. "O interessante é que em breve teremos o genoma de outros, como o L. brasiliensis, e a comparação deve trazer dados importantes", diz.
Dois dos genes encontrados parecem alvos interessantes: é com eles que o microrganismo parece enganar as células do sistema de defesa do organismo que invade.
Folha de São Paulo, 15/07/05