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gastronomia

Leonardo da Vinci, um gourmet

14/06/2003






Texto: Ricardo Bucci

 
LEONARDO DA VINCI

 

O gourmet Leonardo da Vinci

Reconhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Leonardo da Vinci era um homem que também na mesa estava anos à frente de seu tempo.

Um sinônimo de grandeza. Um gênio universal. São muitos os atributos dados ao mestre renascentista Leonardo da Vinci (1452-1519). Nascido numa pequena aldeia de Anchiano, uma localidade da cidadezinha de Vinci, na província italiana de Florença, Leonardo da Vinci era filho ilegítimo do advogado Piero da Vinci e de Caterina, uma camponesa. Aos 17 anos, ele acompanhou seus pais para Florença, centro intelectual e científico da velha “Bota”. Logo, o seu talento artístico se revelou, mostrando excepcional habilidade na geometria, na música e na expressão artística. Pintor, escultor, cientista, arquiteto, engenheiro, entre outros dotes, Leonardo da Vinci foi o talento mais versátil da Itália do Renascimento. Porém, ele tinha um lado menos conhecido, mas igualmente interessante: além de ser um apaixonado pela gastronomia, era um excelente cozinheiro de banquetes.
Leonardo da Vinci passou a infância numa pequena propriedade da família que era ocupada, em sua maior parte, pelo cultivo de trigo e azeitonas. O pão, o vinho e a polenta formavam a base da alimentação. Em Florença, Piero da Vinci consegue para o filho uma vaga de aprendiz na oficina do artista Andrea del Verrocchio. Lá, Leonardo da Vinci ajudava na cozinha e passou a trabalhar como garçom numa taberna florentina “Os Três Caracóis”, perto da turística Ponte Vecchio. O jovem italiano já testemunhava os primeiros banquetes da nobreza e da alta burguesia de Florença. Ele desenvolvia habilidades que logo o levaram a trabalhar no fogão de algumas tabernas, promovendo-se a chef. Depois, associou-se a um colega do ateliê de Verrocchio, o também futuro gênio da arte, Sandro Botticelli. Assim, eles abriram um restaurante de nome “Taberna das Três Rãs de Sandro e Leonardo”. Para o artista plástico e estudioso da história das civilizações, Adriano Colangelo, que fez um estudo inédito sobre Leonardo da Vinci, no “Instituto de Studi Leonardeschi”, de Florença, “o pintor italiano foi também um cozinheiro que desempenhava esta arte com muito humor. Isto mostra que o gênio verdadeiro tinha alegria de viver”, conta.

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