alergia - Inoculação de anticorpos monoclonais anti-IgE inibe produção in vivo de IgE
Esta página já teve 116.514.254 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.682 acessos diários
home | entre em contato
 

alergia

Inoculação de anticorpos monoclonais anti-IgE inibe produção in vivo de IgE

03/08/2005
Inoculação de anticorpos monoclonais anti-IgE inibe produção in vivo de IgE



 

Pesquisadores publicaram, recentemente, no Allergy, um estudo em que analisaram os alvos moleculares e celulares de anticorpos anti-IgE. IgE foi a última imunoglobulina a ser descoberta, e encontra-se presente em pequenas quantidades (nanogramas a microgramas por mL) no soro de indivíduos normais e em linhagens de camundongos de laboratório, apresentando tempo de meia-vida muito curta.

 

As demais classes de imunoglobulinas estão presentes no soro em quantidades muito maiores, de microgramas a miligramas por mL, formando componente substancial das proteínas séricas. Imunoglobulinas exercem papel importante em mecanismos homeostáticos e representam o braço humoral da defesa contra organismos patogênicos. Uma vez que anticorpos IgE exercem papel fundamental em patologias alérgicas, grande número de pesquisas avaliando a inibição da produção de anticorpos IgE estão sendo realizadas.

 

No passado recente, o uso de anticorpos anti-IgE humanizados, não anafiláticos, tornou-se nova estratégia de tratamento para patologias alérgicas. O mecanismo de ação terapêutico desta modalidade de tratamento deriva da capacidade de anticorpos anti-IgE ligar-se ao mesmo domínio na molécula de IgE que interage com o receptor de alta afinidade por IgE, interferindo, portanto, na ligação de IgE a este receptor, sem ocorrência de ligação cruzada de IgE no receptor (anticorpos anti-IgE não anafiláticos).

 

Tratamento com anticorpos anti-IgE proporcionou, primariamente, redução dos níveis séricos de IgE. Como conseqüência, o número de receptores de alta afinidade de IgE em mastócitos e basófilos diminuiu, levando à menor excitabilidade das células efetoras, com redução subseqüente da liberação de mediadores inflamatórios, como histamina, prostaglandinas e leucotrienos.

 

Estudos experimentais em camundongos indicaram que a inoculação de anticorpos monoclonais anti-IgE também inibiram a produção in vivo de IgE. O mecanismo biológico desta redução permanece desconhecido, sendo uma possível explicação o fato de estes anticorpos poderem interagir com IgE ligado à membrana das células B, interferindo, desta forma, na produção de IgE.

Molecular and cellular targets of anti-IgE antibodies - Allergy 2005;60(8):977

Allergy
Volume 60 Issue 8 Page 977  - August 2005
doi:10.1111/j.1398-9995.2005.00832.x
 
Review article
Molecular and cellular targets of anti-IgE antibodies
D. Inführ1, R. Crameri2, R. Lamers3, G. Achatz1

Immunoglobulin E (IgE) was the last of the immunoglobulins discovered. It is present in very low amounts (nano- to micro-gram per ml range) in the serum of normal healthy individuals and normal laboratory mouse strains and has a very short half-life. This contrasts with the other immunoglobulin classes, which are present in much higher concentrations (micro- to milligram per ml range) and form a substantial component of serum proteins. Immunoglobulins play a role in homeostatic mechanisms and they represent the humoral arm of defence against pathogenic organisms. Since IgE antibodies play a key role in allergic disorders, a number of approaches to inhibit IgE antibody production are currently being explored. In the recent past the use of nonanaphylactic, humanized anti-IgE antibodies became a new therapeutic strategy for allergic diseases. The therapeutic rational beyond the idea derives from the ability of the anti-IgE antibodies to bind to the same domains on the IgE molecule that interact with the high-affinity IgE receptor, thereby interfering with the binding of IgE to this receptor without cross-linking the IgE on the receptor (nonanaphylactic anti-IgE antibodies). Treatment with anti-IgE antibodies leads primarily to a decrease in serum IgE levels. As a consequence thereof, the number of high-affinity IgE receptors on mast cells and basophils decreases, leading to a lower excitability of the effector cells reducing the release of inflammatory mediator such as histamine, prostaglandins and leukotrienes. Experimental studies in mice indicate that injection of some monoclonal anti-IgE antibodies also inhibited IgE production in vivo. The biological mechanism behind this reduction remains speculative. A possible explanation may be that these antibodies can also interact with membrane bound IgE on B cells, which could interfere the IgE production.


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos