Reumatologia/Doenças Auto-Imune - Terapia com células B para a artrite reumatóide
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Reumatologia/Doenças Auto-Imune

Terapia com células B para a artrite reumatóide

07/08/2005
Terapia com células B para a artrite reumatóide: a experiência rituximab (anti-CD20)
Shaw T, Quan J, Totoritis MC. 

Retrospecto
A artrite reumatóide (AR) é uma condição complexa bem caracterizada em inflamações crônicas na membrana sinovial em articulações afetadas, muitas vezes com manifestações sistêmicas. O estudo abordará brevemente o importante papel das células B na AR e a atual evidência de que a terapia com células B é um avanço promissor para o tratamento.

Materiais e Métodos
Rituximab (Rituxan, MabThera) é o primeiro anticorpo monoclonal aprovado e comercializado amplamente para o tratamento de câncer. Está aprovado em mais de 75 países para o tratamento de CD20+células B em linfomas livres da doença de Hodgkin (NHL). Pacientes com AR foram tratados durante 22 dias com rituximab com até 4 infusões: 300 mg no dia 2 e 600 mg no dia 8, 15 e 22. Também foram administrados 750 mg de ciclofosfamida via IV no dia 4 e 17, e os pacientes receberam prednisolona (30-60 mg/dia) durante 22 dias.

Resultados
Os pacientes com AR submetidos ao tratamento com rituximab durante o estudo de modalidade aberta e outras experiências randomizadas, controladas e duplo-cegas foram regularmente observados durante 76 semanas e os resultados de eficácia e segurança foram anotados. Todos os pacientes mostraram rápida melhora na sinovite e melhora substancial em suas articulações inchadas, bem como outros sinais de eficácia.

Discussão
Diversos relatos têm mencionado o benefício de um tratamento com rituximab em outras condições auto-imunes, tais como púrpura trombocitopênica idiopática do tipo II combinada com crioglobulinemia e anticorpo IgM associado com neuropatias. Em particular, a sugestão de que a função acentuada das células B é o evento patogênico explicativo em lúpus eritematoso sistêmico tem sido ressaltada em alguns resultados preliminares encorajadores de tratamentos com rituximab para estas condições.

Conclusão
Dados clínicos apóiam fortemente a premissa de que células B têm um papel importante na patogênese da AR e que estudos seletivos destas células deverão permitir tratamentos que não só ampliarão o nosso conhecimento sobre esta doença, mas também trarão benefícios clínicos substanciais e duradouros.

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