Gastroenterologia/Proctologia/Fígado - Gastrite e Síndrome do Refluxo Gastroesofágico
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Gastroenterologia/Proctologia/Fígado

Gastrite e Síndrome do Refluxo Gastroesofágico

27/08/2005

 

Gastrite não é uma única doença, mas significa a inflamação do revestimento do estômago. Pode ser causada por se ingerir muita bebida alcoólica, uso prolongado de remédios antiinflamatórios ou infecção por bactéria como a Helicobacter pylori. Algumas vezes a gastrite se desenvolve depois de uma grande cirurgia, algum traumatismo, queimadura ou infecção grave. Algumas doenças, como anemia perniciosa, desordens do sistema auto-imune e refluxo crônico da bile também podem causar gastrite.

A falta de informação, comer demais, pular refeições e stress estão entre as principais causas de gastrite - um problema que perturba milhões de brasileiros todos os dias. Um copo de leite hoje, um antiácido amanhã e assim a maioria das pessoas dá cabo da azia – aquela sensação de queimação na boca do estomago que é o sintoma mais comum da gastrite. Às vezes o paciente refere um incômodo (mal-estar) ou dor na parte alta da barriga. Pode ocorrer, também, náusea (enjôo), vômito, distensão (inchaço) abdominal e sensação de queimação na "boca do estômago" - parte alta do abdome - ou no "peito" - retroesternal. Sangue escuro no vômito ou evacuação de fezes negras podem ser sinais de sangramento no estômago, o qual pode indicar um problema sério que requer atenção médica imediata. Depois começam a aparecer outros sinais como o mau hálito, as noites mal dormidas e o mau humor.

Para ter certeza que o paciente tem gastrite pode ser feito uma endoscopia gastrintestinal superior - o médico insere um aparelho - o endoscópio, um tubo fino contendo uma pequena câmera - através da sua boca (ou as vezes do nariz) e o leva até o estômago para ver o revestimento estomacal e aí pode verificar se há inflamação, podendo remover uma pequena amostra do tecido para exame (biópsia).

O tratamento da gastrite geralmente se faz com medicamentos para reduzir a gastura ou queimação na boca do estômago (acidez estomacal), aliviando o sintoma e ajudando na cura (acidez estomacal irrita o tecido inflamado no estômago). Acrescido a isso é importante evitar certas comidas, bebidas ou medicamentos.

Se a gastrite for causada por uma infecção, o médico pode prescrever antibióticos para eliminar a infecção por H. pylori.

Cerca de 20% (vinte por cento) - a quinta parte - dos moradores das grandes cidades convivem com algum problema no estômago e/ou no duodeno (a primeira porção superior do intestino delgado, logo abaixo do estômago). Ou seja, duas em cada dez pessoas sofrem de problemas que vão desde a indisposição passageira até gastrite, úlcera e tumores. Situações muitas das vezes favorecidas pelas características orgânicas, pelos maus hábitos alimentares, pelo uso de certos remédios e, modernamente, pelo stress que, aliás, influencia muito no desenvolvimento dessas doenças, pois provoca aumento na produção dos ácidos estomacais.

Pouca gente procura o especialista para saber a causa de uma azia que vai e volta. O medo de sair do consultório com uma lista de alimentos proibidos ou com a indicação de cirurgia é um dos motivos que adiam essa pelo médico.

A Síndrome do Refluxo Gastro-esofágico - SRGE, ou simplesmente refluxo, é outra alteração digestiva que afeta muita gente. Quem padece da enfermidade está sujeito ao retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago (a porção anterior ao órgão), podendo provocar vômito ou gerando azia. Calcula-se que atinge aproximadamente 20 milhões de brasileiros adultos. O que poucos imaginam é que o mal também perturba crianças. A doença se manifesta devido ao mau funcionamento do esfíncter gastro-esofágico, uma válvula que separa o esôfago e o estômago e impede a volta do conteúdo ácido do estômago. A repetição do refluxo queima a face interna do esôfago e provoca inflamação. Todavia, a enfermidade pode estar associada a males alheios ao aparelho digestivo, como laringite, rouquidão, tosse seca, faringite e bronquite.

Em pessoas adultas, a dor torácica do refluxo gastro-esofágico, assim como da úlcera, pode ser confundida com problemas cardíacos (infarto do miocárdio) e vice-versa. Ás vezes, a dúvida sobre o sintoma é um dos motivos de atraso nos primeiros socorros que devem ser prestados às pessoas que estão tendo um infarto.

Um dos grandes inimigos do estômago é a bactéria Helicobater pylori que, encastelada no estômago de cerca de 70% dos brasileiros, navega no suco gástrico liberando citocinas, substâncias que destroem a mucosa e aderem à parede do estômago. Isso pode provocar irritação, seguida de inflamação, ou úlceras. Na década de 90, os cientistas acreditavam que a simples presença da bactéria seria suficiente para deflagrar a úlcera. Em virtude disso, a recomendação era eliminá-la com uma combinação potente de dois antibióticos. Agora, no entanto, diversos médicos descartam o combate medicamentoso radical.

Segundo se sabe a presença da bactéria não é uma sentença de que a pessoa terá úlcera ou mesmo câncer, outra possível conseqüência, pois vários estudos mostram que muita gente convive com a bactéria a vida toda sem manifestar problemas gástricos. Por outro lado, há pesquisas (ainda não conclusivas) indicando aumento dos casos de refluxo e tumores de esôfago depois que o Helicobater pylori é erradicado.

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