A Divisão de Educação de Trânsito do Detran divulgou em 22/7/03, no período de 1999 a 2002, que entre os motoristas com carteira suspensa apenas 15% são mulheres, contra 85% de
homens. Em 82% dos motoristas de ambos os sexos, que acumularam 20 pontos, ou seja, cometeram uma série de erros. Só 18% perderam o direito de dirigir por uma única infração gravíssima, por acidente sério ou dirigir bêbado. O nível de escolaridade dos infratores foi 31% que terminaram a faculdade, 28% concluíram o ensino médio, e 22% terminaram o ensino fundamental.
Apenas 15% dos motoristas com carteira suspensa têm entre 50 a 60 anos e só 8%, 60 anos ou mais. São os mais jovens que ficam com o título de mais imprudentes: a faixa dos 20 aos 35 anos corresponde a 43% dos infratores e a dos 25 a 50 anos, com 34%. Os índices de aprovação no "cursinho de reciclagem" são altos: 81,6%
conseguem passar, 12,02% desistem e 6,31% são
reprovados.
G.Whitlock e colaboradores da Universidade Auckland, na Nova
Zelândia, estudaram os motoristas obesos que tinham uma
tendência a ter maior número de acidentes de carro. Determinaram
o IMC9 índice de massa corporal de 10.525 pessoas em 1992-1993
e também tiveram acesso a um arquivo informando quem já tinha
causado mortes ou acidentes graves com o auto, repetiram a
verificação depois de uma média de 10,3 anos de seguimento,
dessas pessoas, encontraram 139 casos de acidentes fatais, e não
fatais, ocorridos nesse período casos (85 antes do início do trabalho
e 54 depois). Foi também levado em conta a idade, sexo,
experiência em dirigir e nível alcóolico.
O grupo de maior índice de obsesidade IMC >/=28,7 kg/m(2); e o
menor índice IMC <23,5 kg/m(2) tinham o dobro de chances de
causarem um ferimento num acidente de trânsito comparado com
aqueles que tinham um ICM variando de 25,9 a 28,6 kg/m(2).
Int J Epidemiol. 2003 Feb;32(1):147-9
RAM