Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O. - Eu tenho osteoporose?
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Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O.

Eu tenho osteoporose?

15/06/2003

 

Como já comentamos, a osteoporose é pouco sintomática.

Numa consulta seu médico perguntará sobre seu estilo de vida (ingestão de cálcio e vitamina D, prática de exercícios e uso de álcool, cigarro e café) e histórico médico (idade da menopausa, se você ou alguém na sua família sofreu uma fratura relacionada à fragilidade óssea, se existem casos de osteoporose na família, etc.) a fim de que possa ter idéia do "perfil" de seu esqueleto.

Existem exames de sangue e urina para avaliar o grau de formação e de reabsorção óssea, além de poder detectar se existe perda de cálcio pela urina.

As radiografias podem mostrar diminuição da densidade óssea, porém pode existir variação de até 30 % e não é possível quantificar a perda óssea.

Atualmente a densitometria é o método mais indicado para determinar a extensão da perda óssea e para verificar a eficácia da prevenção ou tratamento.

É um exame sem dor, não invasivo e seguro. Avalia a densidade da sua coluna e quadril ou de outros ossos, dependendo do equipamento utilizado. Sua densidade óssea é comparada à de pessoas de sua idade e de jovens normais; o resultado habilita seu médico a identificar se você está dentro dos limites normais ou se você tem risco de sofrer uma fratura; quanto mais baixa a densidade do osso, maior o risco de sofrer fraturas.

Você mesmo pode ter idéia de como está sua massa óssea, simplesmente olhando para o gráfico de cores que acompanha o tipo de densitometria mais comumente utilizado : é importante que o asterisco que indica sua massa óssea esteja nas cores azul ou verde, a medida que se perde mais osso as cores vão progressivamante "piorando" para amarelo, laranja e vermelho !

tbmd09.jpg (16817 bytes)     tbmd10.jpg (17973 bytes)   

densitometria da coluna lombar             densitometria do fêmur proximal
(Clique nas imagens para ampliá-las)


Uma densitometria pode detectar uma baixa densidade óssea, antes de uma fratura ocorrer; prever as chances estatísticas de ocorrer uma fratura no futuro; auxiliar um diagnóstico de osteoporose se existiu uma fratura e determinar a sua taxa de perda de osso a ainda avaliar os efeitos do tratamento.

A densitometria está indicada para :

1) Todas as mulheres após menopausa com idade abaixo de 65 anos e que tenham um ou mais fatores de risco adicionais para um fratura osteoporótica (além da própria menopausa)


2) Todas as mulheres com idade de 65 anos ou mais, com ou sem fatores de risco adicionais.


3) Mulheres pós-menopausa que têm fraturas (para confirmar o diagnóstico e determinar o grau de perda da massa óssea)


4) Mulheres que estão pensando em terapia para osteoporose, caso a densitometria facilite a decisão


5) Mulheres que fazem terapia de reposição hormonal por períodos prolongados

A portaria nº 1.327 do Ministério da Saúde, de 11 de novembro de 1999 passou a incluir a densitometria óssea, no âmbito do Sistema Único de Saúde/SUS, estabelecendo para sua indicação, os seguintes critérios clínicos :

- evidências radiológicas de osteopenia ou fraturas vertebrais;
- perda de estatura, cifose torácica;
- fratura prévia por trauma mínimo ou atraumática;
- uso prolongado de corticóides;
- hipogonadismo em homens e mulheres, incluindo mulheres na pós-menopausa, que apresentem fatores de risco;
- história materna de osteoporose ou fratura de colo femoral;
- índice de massa corporal baixo < 19, passado de estados prolongados de baixa ingestão de cálcio;
- monitoramento das mudanças da massa óssea decorrente da evolução da doença e dos diferentes tratamentos disponíveis da osteoporose.

Nos Estados Unidos o sistema público de saúde (Medicare) custeia a densitometria para :

- mulheres estrógeno-deficientes, com risco clínico para osteoporose
- pacientes com anomalias vertebrais, como fraturas nas radiografias
- pacientes recebendo corticoterapia prolongada
- para casos de hiperparatireodismo primário
- pacientes participantes de estudos de eficácia de uma droga aprovada para a osteoporose

Eventualmente o resultado da densitometria óssea pode mostrar uma osteopenia. Isso significa que a densidade do osso está mais baixa do que o normal, mas não baixa o suficiente para ser chamada de osteoporose.

Se a osteopenia é diagnosticada no primeiro exame não indica necessariamente que esteja ocorrendo perda de osso; pode ser que o pico de massa óssea por alguma razão, inclusive genética, seja abaixo do ótimo.


É impossível prever se a osteopenia vai progredir para a osteoporose ou não, mas um diagnóstico de osteopenia deve ser visto como uma oportunidade de procurar proteger a estrutura óssea.


As pessoas com osteopenia devem procurar prevenir uma perda de massa óssea futura. Uma alimentação rica em cálcio, ingestão adequada de vitamina D, exercícios, evitar fumo e consumo em excessivo de bebidas alcóolicas são fundamentais a saúde do osso. O uso de medicamentos pode ser necessário, dependendo da avaliação médica.

 

www.osteoporose.med.br


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