Urologia/Andrologia/Homem - Prefeitura de SP faz vasectomia de graça no Jardim Ângela
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Urologia/Andrologia/Homem

Prefeitura de SP faz vasectomia de graça no Jardim Ângela

11/09/2005

Evitar, definitivamente, novos filhos. Esta opção já está disponível para homens que moram no Jardim Ângela, extremo da Zona Sul da Capital. Isso porque o posto de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) da região realiza, desde o início do mês passado, vasectomia de graça. Trata-se de uma pequena cirurgia de esterilização feita com anestesia local. Não é preciso internar o paciente e, geralmente, o procedimento leva de 15 a 20 minutos.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estuda levar a cirurgia para outros bairros da Cidade. Mas, por enquanto, a operação acontece no AMA Jardim Ângela, onde o atendimento também se destina a casos urgentes sem agendamento prévio, ou seja, para pacientes que apresentam febre, diarréia, pressão alta e crises de asma.

O AMA é uma iniciativa que começou em março. O programa é uma parceria das secretarias municipal e estadual da Saúde.

Segundo a SMS, para ser operado o homem precisa ter mais de 18 anos, ter dois ou mais filhos vivos - o menor deve ter no mínimo nove meses de idade. Homens acima de 25 anos e sem filhos também podem fazer a vasectomia.

Outra exigência para a operação é que o interessado seja atendido em uma das 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região do Jardim Ângela e tenha sido avaliado por psicólogos, médicos e assistentes sociais de cada unidade.

Desde agosto, foram realizados 70 procedimentos, uma média de quatro cirurgias por dia. Na rede municipal, é o único local que realiza a operação.

Já em consultórios particulares, o preço da cirurgia sai, em média, por R$ 500. Na rede estadual, o serviço já existe em locais como o Hospital das Clínicas e o Hospital Pérola Byington.

O serviço do AMA existe em três bairros na Zona Sul. O programa é uma das apostas da secretária municipal de Saúde, Maria Cristina Cury, para desafogar os prontos-socorros dos hospitais e melhorar o atendimento das UBS.

Ontem, Maria Cristina disse que ainda enfrenta um grande desafio: trazer os pacientes paulistanos de volta às UBS. "Eles (pacientes) estão desacreditados das UBS. Por isso, acabam lotando os prontos-socorros dos hospitais."

A secretária disse que, ainda este mês, serão mais três unidades entregues, uma delas na Zona Leste. Até o fim do ano, serão 30 unidades, a maioria delas aberta dentro de uma UBS, como a que existe no Grajaú, na Zona Sul da Cidade.

Camilla Haddad

www.estadao.com.br


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