Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura - Maca e Disfunção Erétil
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Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura

Maca e Disfunção Erétil

15/06/2003

 

MACA:
Planta andina demonstra ser um valioso auxiliar no tratamento da disfunção erétil.

INTRODUÇÃO:
Os relatos sobre o uso dessa planta, cuja designação científica é Lepidium meyenii, já vem de longa data. Os primeiros registros remontam à colonização espanhola nos Andes, mais especificamente no Peru, quando os espanhóis aprenderam com os Incas sobre as propriedades medicinais das raízes da MACA.
A resistência da espécie é surpreendente, mesmo nas condições climáticas especiais das altitudes andinas. Aliás, a pouca difusão do fitoterápico após a descoberta dos espanhóis foi ocasionada pelas dificuldades de aclimatação da planta.

PROPRIEDADES MEDICINAIS:
A civilização Inca, detentora de avançada tecnologia para a época, conhecia as propriedades dos decoctos e extratos da raiz de MACA:
Antifadigante,
Protetor contra doenças (imunoestimulante),
Afrodisíaco.
Mesmo os espanhóis, quando das dificuldades enfrentadas pelos seus animais de campanha, relataram resultados surpreendentes ao administrar-lhes o extrato de maca junto com a forragem. Os animais, segundo os escritos, recuperaram o ânimo e o vigor, efetuando esforços para os quais já se encontravam incapacitados.
A nível científico o que há de valor nesse contexto são os já bastante numerosos artigos e pesquisas publicadas, através da Universidade do Peru e por pesquisadores independentes (vide bibliografia ao final).

PESQUISA CIENTÍFICA:
Entre os principais trabalhos realizados para esclarecer e confirmar os efeitos já descritos anteriormente pelo uso medicinal do Lepidium meyenii, está o de Zheng & cols., publicado na Revista "Urology" - 55, 598-602, no mês de abril do corrente ano, cujo resumo apresentamos:
OBJETIVO: determinar o efeito da administração oral de extratos purificados do Lepidium meyenii (M-01 e M-02) sobre o número de cópulas e acasalamento em camundongos, sobre a latência de ereção e sobre ratos com disfunção erétil induzida.
METODOLOGIA: camundongos e ratos foram divididos randomizadamente em diversos grupos experimentais e um grupo controle. M-01 e M-02 foram administrados por via oral durante 22 dias. Após esse período 2 camundongos fêmeas foram colocados em contato com 1 macho. O número de cópulas a cada 3 horas foi anotado. Após o primeiro dia de acasalamento com as fêmeas virgens, cada macho foi colocado em contato com 5 fêmeas já acasaladas previamente, somente durante a noite. O número de fêmeas com esperma foi anotado. A LPE (período de latência para ereção) foi medida nos ratos com disfunção erétil, a partir da aplicação de um pulso elétrico de 20V na enervação peniana.

RESULTADOS:
A) Número de Cópulas:
*Camundongos normais controle: 16,33 por 3 horas.
*Camundongos normais com M-01: 46,67 por 3 horas.
*Camundongos normais com M-02: 67,01 por 3 horas.

B) Número de inseminações por grupo:
*Camundongos fêmeas em contato com machos controle: 0,6 ± 0,7
*Camundongos fêmeas em contato com machos do grupo M-01: 1,5 ± 0,5

C) Período de Latência para Ereção:
*Ratos machos com disfunção erétil controle: 112 ± 13 segundos.
*Ratos machos com disfunção erétil no grupo M-01: 54 ± 12 segundos.
*Ratos machos com disfunção erétil no grupo M-02: 41 ± 13 segundos.

VALOR NUTRICIONAL:
*Carbohidratos 59,0%
*Proteínas 10,2%
*Fibras 8,5%
*Lipídios 2,2%
*Compostos ativos: isotiocianato de p-metoxibenzila, macamida, taninos e saponinas.

INDICAÇÕES: o emprego do extrato de Lepidium meyenii como suplemento alimentar está sendo bastante difundido, principalmente após os estudos que esclareceram sua composição química. Ele se encontra indicado para os estados clínicos de ASTENIA, FADIGA, DESÂNIMO, STRESS e DESINTERESSE SEXUAL

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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