Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica - Confirmado o alto risco de tromboembolismo venoso em obesos
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Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica

Confirmado o alto risco de tromboembolismo venoso em obesos

14/09/2005

 

A obesidade aumenta o risco de tromboembolismo venoso em homens e mulheres, apresentando-se como fator de risco particularmente alto em indivíduos com menos de 40 anos, de acordo com uma pesquisa publicada em setembro de 2005 no The American Journal of Medicine.

A obesidade foi associada pela primeira vez à embolia pulmonar fatal em 1927. O Dr. Paul D. Stein do St. Joseph Mercy Hospital em Pontiac, Michigan, e colaboradores observaram evidências de que o excesso de peso pode também aumentar o risco de trombose venosa profunda, apesar das dificuldades para verificar esta associação.

Para investigar se a obesidade é um fator de risco independente para tromboembolismo venoso, o Dr. Stein e sua equipe revisaram dados do National Hospital Discharge Survey de 1979 a 1999, os quais incluíram informações sobre mais de 12 milhões de pacientes diagnosticados com obesidade no CID-9 e cerca de 700 milhões de pacientes sem o diagnóstico de obesidade.

Pacientes obesos tiveram trombose venosa 2,5 vezes mais que indíviduos não obesos e o risco relativo para embolia pulmonar foi de 2,21. Da mesma forma que pesquisas prévias haviam sugerido, o risco relativo para mulheres com trombose venosa profunda foi maior do que o dos homens: 2,75 contra 2,02, respectivamente.

O efeito da obesidade aumenta substancialmente entre indivíduos com menos de 40 anos, os quais têm risco 5 vezes maior de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar se comparados a pacientes mais velhos. Novamente o risco foi maior entre as mulheres. Pessoas do sexo feminino obesas com menos de 40 anos têm risco 6 a 10 vezes maior para trombose venosa profunda se comparadas a mulheres jovens não obesas. Em homens obesos e jovens, o risco é 3,71 vezes maior.

Devido ao fato do diagnóstico de embolia pulmonar ser freqüentemente esquecido, o Dr. Stein diz que os achados deste estudo podem “alertar os médicos para a possibilidade deste diagnóstico em pacientes obesos”.


Fonte: The American Journal of Medicine

http://news.med.br


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