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A grande evolução no tratamento da infertilidade do casal foi o surgimento das técnicas de Reprodução Assistida (RA).
Estas técnicas consistem na obtenção da gravidez por meio de tratamentos médicos. Não são técnicas novas, pois a inseminação surgiu no século XVIII, quando um médico, experimentalmente, colocou o sêmen de um homem impotente na vagina de sua mulher. A experiência deu certo.
O objetivo das técnicas de RA é colocar o espermatozóide o mais próximo possível do óvulo, às vezes até injetá-lo dentro do gameta feminino. Na inseminação, os espermatozóides são colocados no fundo do útero da mulher, que saem em “busca” dos óvulos para fertiliza-los. A inseminação é indicada quando o muco da mulher (secreção produzida no período da ovulação e que facilita a entrada dos espermatozóides no útero) não recebe bem os gametas masculinos (muco hostil), ou quando o homem tem uma alteração discreta na quantidade ou qualidade dos espermatozóides.
A fertilização in vitro ("bebê de proveta") é a retirada dos óvulos da mulher e sua colocação junto dos espermatozóides no laboratório (fertilização in vitro clássica). Pode-se também injetar o espermatozóide dentro do óvulo (injeção intracitoplasmática ou ICSI). Estas técnicas estão indicadas quando as trompas da mulher estão bloqueadas (por exemplo submeteu-se à laqueadura ) ou o homem tem uma quantidade pequena de espermatozóides.
Em todas as técnicas de RA, estimula-se a ovulação da mulher com hormônios para aumentar a chance de um resultado melhor. É importante lembrar que estas técnicas proporcionam ao casal a chance de gestação que eles teriam naturalmente: se procurassem a gravidez pelo método natural (relações sexuais), as chances de “sucesso” são de 30% por tentativa. Sabe-se que de cada 10 mulheres, 80% consegue a gestação após quatro tentativas. |