Pesquisas no British Medical Journal com o objetivo de descrever alterações nas taxas de biópsias cutâneas e para determinar suas relações com alterações na incidência de melanoma. O estudo foi realizado em nove áreas geográficas dos Estados Unidos, os participantes pertenciam ao programa SEER – Epidemiologia de Vigilância e Resultados Finais, com 65 anos ou mais.
Os resultados foram avaliados de um período de 1986 a 2001, com taxas anuais de biópsias cutâneas para cada área de vigilância de Medicare e taxas de incidência de melanoma na mesma população. Entre o período analisado, a taxa média de biópsia entre as nove áreas participantes aumentou em 2,5 vezes entra as pessoas com 65 anos ou mais (2847 para 7222 por 100000 habitantes). Durante o mesmo período, a incidência média de melanoma aumentou em 2,4 vezes (45 para 108 por 100000 habitantes). Assumindo que a ocorrência de doença real foi constante, o número extra dos casos de melanoma que foram diagnosticados após 1000 biópsias adicionais foi de 12,6 (intervalo de confiança de 95% 11,2 a 14,0).
Após o ajuste para um aumento potencial na ocorrência real da doença, 1000 biópsias adicionais continuaram associadas com 6,9 (3,1 a 10,8) casos extras de melanomas diagnosticados. A análise específica por estágio sugeriu que 1000 biópsias estavam associadas com 4,4 (2,1 a 6,8) casos extras de melanoma in situ diagnosticados e 2,3 (0,0 a 4,6) casos extras de melanoma local, mas não com a incidência de melanoma avançado. A mortalidade por melanoma alterou pouco durante o período.
Os autores concluíram que a incidência de melanoma está associada com as taxas de biópsias. Afirmaram ainda que os casos extras diagnosticados estavam confinados a estágios precoces de câncer, enquanto a mortalidade permaneceu estável sugerindo um excesso de diagnóstico – o aumento na incidência sendo o resultado de aumento na minúcia diagnóstica e não um aumento na incidência da doença.
Skin biopsy rates and incidence of melanoma: population based ecological study - British Medical Journal 2005; 331:481.
Skin biopsy rates and incidence of melanoma: population based ecological study
H Gilbert Welch, professor of medicine1, Steven Woloshin, associate professor of medicine1, Lisa M Schwartz, associate professor of medicine1
1 VA Outcomes Group, Department of Veterans Affairs Medical Center, White River Junction, VT 05009, USA
Correspondence to: H Gilbert Welch, Center for the Evaluative Clinical Sciences, Dartmouth Medical School, Hanover, NH 03755-1404, USA H.Gilbert.Welch@dartmouth.edu
Objectives To describe changes in skin biopsy rates and to determine their relation with changes in the incidence of melanoma.
Design Population based ecological study.
Setting Nine geographical areas of the United States.
Participants Participants of the Surveillance Epidemiology and End Results (SEER) programme aged 65 and older.
Main outcome measures For the period 1986 to 2001, annual skin biopsy rates for each surveillance area from Medicare claims and incidence rates for melanoma for the same population.
Results Between 1986 and 2001 the average biopsy rate across the nine participating areas increased 2.5-fold among people aged 65 and older (2847 to 7222 per 100 000 population). Over the same period the average incidence of melanoma increased 2.4-fold (45 to 108 per 100 000 population). Assuming that the occurrence of true disease was constant, the extra number of melanoma cases that were diagnosed after carrying out 1000 additional biopsies was 12.6 (95% confidence interval 11.2 to 14.0). After controlling for a potential increase in the true occurrence of disease, 1000 additional biopsies were still associated with 6.9 (3.1 to 10.8) extra melanoma cases diagnosed. Stage specific analyses suggested that 1000 biopsies were associated with 4.4 (2.1 to 6.8) extra cases of in situ melanoma diagnosed and 2.3 (0.0 to 4.6) extra cases of local melanoma, but not with the incidence of advanced melanoma. Mortality from melanoma changed little during the period.
Conclusion The incidence of melanoma is associated with biopsy rates. That the extra cases diagnosed were confined to early stage cancer while mortality remained stable suggests overdiagnosis—the increased incidence being largely the result of increased diagnostic scrutiny and not an increase in the incidence of disease.
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