diagnóstico e laboratório - PET scan- Tomografia por emissão de pósitrons
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diagnóstico e laboratório

PET scan- Tomografia por emissão de pósitrons

04/10/2005

 

PET, Tomografia por Emissão de Pósitrons, é uma nova técnica de Medicina Nuclear, portanto semelhante às cintilografias, que consiste na injeção de uma substância radioativa (fluordesoxiglicose-FDG) e posteriormente na obtenção das imagens de corpo inteiro de sua distribuição.

As diferenças fundamentais de PET para as cintilografias convencionais são:

•  O radiofármaco utilizado (FDG) é produzido em cíclotron e tem um “tempo de meia-vida” muito curto, isto é, a cada 2 horas reduz-se à metade a quantidade inicial da substância e portanto não pode ser estocada.

•  O equipamento para a obtenção das imagens (câmara de PET) é dedicado , isto é, não permite que se realizem outros exames de Medicina Nuclear além de PET.

•  O princípio do PET baseia-se na capacidade que tem as células tumorais de concentrar glicose (FDG) com muito maior avidez que os tecidos não tumorais. Portanto ao se realizar imagens de corpo inteiro é possível detectar-se áreas tumorais.

•  A grande vantagem de PET em relação à cintilografia convencional e aos demais exames de diagnóstico por imagem como Tomografia Computadorizada, Ressonância e Ultra-som, é que o método é capaz de detectar com enorme precocidade mínimas áreas de tumor (até 4 mm) que não podem ser vistas nos demais exames, senão tardiamente, quando o tumor já apresenta grandes dimensões e portanto maior gravidade para o paciente.

•  Existem aparelhos de Medicina Nuclear, adaptados para fazer imagens com FDG. São as câmaras com circuito de coincidência que no entanto são incapazes de detectar as pequenas lesões como o PET. Os exames realizados nessas câmaras, cintilografia com FDG, “ não podem ser classificados de PET ”.

•  Apesar das imagens de PET serem altamente informativas da presença do tumor, muitas vezes não se consegue identificar com precisão a localização das mesmas em um determinado órgão. Os aparelhos de PET de última geração foram portanto concebidos híbridos, isto é, com a associação em um mesmo equipamento, do PET que é chamado de um método metabólico com um tomógrafo convencional (CT) que é um método morfológico. Tal associação (PET + CT = PET-CT) permite então que se localize com grande precocidade e com alta precisão as pequenas lesões tumorais.

•  PET-CT é um exame pago/reembolsado pelas fontes pagadoras nos EUA (média de US$4mil por exame). Foi a modalidade de diagnóstico por imagem que mais cresceu nos dois últimos anos (+156% em relação à 2002).

•  Há estudos de custo-efetividade para várias situações clínicas (nódulos pulmonares, câncer de cólon, linfomas e outros tumores) que demonstram economia anual de muitos milhões de dólares com a introdução do PET na rotina de avaliação destes tumores, já que outros exames e até procedimentos mais invasivos como biópsias e cirurgias podem ser evitados, baseados na informação do PET.

•  Outras aplicações de PET além de Oncologia são: em Cardiologia para identificar miocárdio viável e definir quais os pacientes que se beneficiariam da cirurgia de revascularização e portanto não necessitam de transplante cardíaco, e em Neurologia para diagnóstico diferencial precoce de demências (Doença de Alzheimer e Doença de Parkinson) e para a identificação de focos de epilepsia.

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