Medicina Esportiva/Atividade Física - Dores no joelho e esporte
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Dores no joelho e esporte

07/10/2005




Dor no joelho é muito comum em atletas. Se não houver história de lesão aguda, então o “overuse” comumente é a causa. O paciente geralmente é capaz de apontar a área de dor. A história da atividade de ver ser obtida bem como a avaliação das extremidades.
1. Dor na Região Anterior do Joelho

É um sintoma comum e freqüentemente bilateral. É mais comum no sexo feminino durante a segunda década de vida. A articulação patelofemural é freqüentemente o local da dor. Alterações como condromalácia patelar, artralgia patelofemural e síndrome da compressão patelofemural lateral são diagnósticos a considerar.
Dor patelar geralmente ocorre quando subindo ou descendo escadas ou após levantar-se após ficar longo tempo sentado e pode ser acompanhada de sensação de instabilidade quando caminha, corre ou pratica outras atividades esportivas. Pode ocorrer edema local.
O grau de estresse sobre a articulação patelofemural depende de inúmeros fatores, incluindo o ângulo do sulco do fêmur, a presença ou ausência de patela alta e a hipermobilidade articular generalizada do paciente. Anteversão femoral e ângulo Q aumentados podem aumentar a instabilidade da articulação patelofemural, predispondo a luxação, ou subluxação.
No exame físico podemos encontrar crepitação, com movimento de flexo-extensão.
A força e tônus do quadríceps geralmente estão diminuídos.


1.1 Exames complementares

Radiografias geralmente demonstram uma angulação em valgo do joelho, ocasionalmente patela alta.
A síndrome com exames radiográficos normais é freqüentemente chamada de condromalácia patelar.
O melhor termo é artralgia patelofemural.


1.2 Tratamento

1.2.1 Condromalácia Patelar.

Inicialmente, o tratamento é conservado, com fortalecimento do músculo quadríceps, principalmente do vasto medial oblíquo. Perda de peso é recomendada para diminuir o estresse sobre a articulação patelofemural. Órteses podem ser benéficas, bem como o uso de medicações antiinflamatórias.
Somente quando o tratamento conservador não obteve resultado o tratamento cirúrgico é considerado. Alteração do alinhamento da articulação patelofemural pode ser útil na artralgia patelofemural. Liberação do retináculo lateral seguido de um período de reabilitação pode ser útil. Realinhamento distal pode ser necessário para se ter um alinhamento e redução da dor nos casos em que há anormalidade na angulação do joelho.



1.2.1 Síndrome da Compressão Patelofemural

O paciente se queixa de dor na face lateral da patela ou ao longo do côndilo femoral. O tratamento consiste no decréscimo no nível de atividade, evitando-se exercícios de impacto. Muitos pacientes retornam a atividade normal com alongamento do quadríceps e dos ísquiotibiais, aplicação de gelo e fortalecimento do músculo vasto medial oblíquo.
Se o tratamento conservado não obtiver êxito, a liberação do retináculo lateral pode ser útil.



1.2.2 Tendinite Patelar

Tendinite patelar ou joelho do saltador é comumente vista em jogadores de basquetebol e voleibol. Encontra-se dor ao longo do tendão, usualmente no pólo inferior da patela. O tratamento consiste na aplicação de gelo e evitar os saltos. Em casos refratários, o desbridamento do material degenerativo mucinoso do tendão pode resolver a sintomatologia.
O prognóstico é bom. A condição é geralmente persistente, porém autolimitada. O paciente pode evitar os sintomas evitando as situações que provocam a dor.



2. Dor na Região Lateral do Joelho – Síndrome da Banda Ílio-Tibial

A dor lateral não localizada na interlinha articular pode ser resultado da síndrome da banda ílio-tibial. Esta é causada pela fricção da banda ílio-tibia no epicôndilo lateral. Sensibilidade aumentada sobre o epicôndilo lateral com 30º de flexão quando o joelho está sendo estendido é indicativo do diagnóstico. Corredores e ciclistas são comumente afetados.
O tratamento envolve o decréscimo nas atividades do atleta, aplicação de gelo, alongamento do tracto ílio-tibial e o uso de órtese lateral em pacientes com varo do tornozelo.
Em corredores, a corrida em terreno plano ou alterações na marcha podem ser úteis.
Em ciclistas, alterar a altura do assento para evitar a total extensão do joelho e ajustar os pedais para evitar a rotação interna são procedimentos que ajudam. Infiltrações devem ser evitadas e o tratamento cirúrgico é raramente indicado.




Referências Bibliográficas:

1. Fraturas em Adultos, Rockwood, C.A., 4a. edição.
2. Lesões Ligamentares do Joelho, Alfred J. Tria, 2002.
3. Surgery of the Knee, John Insall, 3a. edição.



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