Medicina Esportiva/Atividade Física - Fratura por estresse
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Fratura por estresse

08/10/2005
 

A fratura por estresse acontece quando cargas anormais agem sobre um osso normal. Ela é causada quando forças de compressão, tensão ou rotação são aplicadas repetidamente a um osso normal, provocando inicialmente microfraturas que se propagam e coalescem até formarem a fratura por estresse.
Em resposta ao estresse aplicado ao osso normal, que provoca essas microfraturas, o osso reage aumentando o seu remodelamento através do aumento de sua atividade osteoblástica. Quando a resposta osteoblástica ao estresse não consegue reparar as microfraturas que estão sendo feitas, começa o processo que culminará em uma fratura de estresse.

Histórico
As fraturas de estresse foram descritas originalmente em 1855 por um médico militar prussiano chamado Briethaupt muito antes do uso das radiografias. Ele descreveu os sinais clínicos, os sintomas e a história natural do desenvolvimento das fraturas por estresse de metatarsianos em soldados, comumente conhecidas como fraturas do marchador ou “Deutschlander´s fracture”, os quais apresentavam dores persistentes nos pés, que pioravam com a marcha prolongada do treinamento militar.
O primeiro exame radiográfico documentando uma fratura de estresse foi realizado em 1897, fratura esta em um recruta militar. Em 1958, houve a primeira descrição de fraturas de estresse em atletas, feita por Devas, que baseou seus estudos em exames radiográficos, fazendo a correlação do local de dor com as alterações radiográficas desses atletas.
As fraturas de estresse podem ocorrer em diversos ossos, sendo porém mais freqüênte na extremidade inferior, em especial na tíbia, tanto em crianças como em adultos.
As modificações bruscas no treinamento parecem ser um dos fatores predisponentes mais importantes, assim como o condicionamento físico e o uso de terrenos inapropriados.
Os exames radiográficos costumam ser normais inicialmente, apresentando alterações somente depois de várias semanas de iniciado o processo, variando entre duas e doze semanas, dependendo do osso em questão. Outros exames são a cintilografia óssea, a ressonância nuclear magnética e a tomografia computadorizada.

Tratamento
O tratamento das fraturas de estresse deve ser multidisciplinar, sendo o tratamento conservador geralmente bem sucedido e apresenta aspectos que podem ser categorizados em medidas gerais, tratamento psicológico, tratamento fisioterápico, acompanhamento nutricional, tratamento medicamentoso e, em algumas situações, até o tratamento cirúrgico.


Referências Bibliográficas:

1. Knapp T.P., Garrett Jr W.E.: Stress Fractures: General Concepts. Clin Sports Med 16: 339-356, 1997.
2. Laurino C.F.s., Miszputen M.L., Vieira E.L.C. Fraturas por estresse. In Cohen M., Abdalla R.J.: Lesões nos esportes. Rio de Janeiro: Revinter, 2003;640-49.
3. Iwamoto J., Takeda T.: Stress fractures in athletes: review of 196 cases. J Orthop Sci 8: 273-278, 2003.



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