Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O. - Estenose lombar
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Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O.

Estenose lombar

08/10/2005

O que é estenose lombar?
R.: Estenose lombar é o estreitamento do canal vertebral na região lombar. O canal vertebral contém a medula espinhal desde a porção cervical até a porção lombar alta. A porção média e a inferior do canal lombar contém as raízes nervosas da chamada cauda eqüina. O canal estreito pode comprimir estas raízes e determinar sinais e sintomas neurológicos.

2. O que causa a estenose lombar?
R.: Há duas causas fundamentais: a congênita e a adquirida. Pessoas com o canal lombar congenitamente estreito são propensas a sofrer compressão das raízes nervosas lombares com maior facilidade. Nestes casos os sintomas muitas vezes aparecem precocemente. É o caso de jovens atletas que, tendo o canal lombar já estreito, ao provocarem traumas repetidos sobre a coluna lombar, provocam protrusões discais, hipertrofia das facetas articulares e dos ligamentos. O canal torna-se então ainda mais estreito, passando a comprimir as estruturas nervosas. A segunda causa, adquirida, é conseqüência da espondilartrose da coluna, também chamada espondilose. É muito mais freqüente que a forma congênita. Corresponde ao desgaste progressivo das estruturas da coluna, associado a pequenos traumas repetidos durante a vida. A conseqüência é a progressiva desidratação do disco intervertebral, sua protrusão, seguindo-se a hipertrofia dos ligamentos e das facetas articulares, com formação de osteófitos (popularmene conhecidos como bicos-de-papagaio) ou pontes ósseas entre as vértebras e que terminam por reduzir o canal medular. Os seus sintomas aparecem, em geral, a partir da quinta década de vida.

3. Como se manifesta a estenose lombar?
Na estenose congênita a manifestação mais comum é a dor lombar, freqüentemente acompanhada de dor irradiada para a nádega e um ou ambos membros inferiores. Pode ocorrer perda de força e alteração da sensibilidade nos membros inferiores e, ocasionalmente, dificuldade para controlar os esfíncteres da bexiga e do ânus, além de impotência sexual. Na estenose adquirida a manifestação mais comum é a claudicação da cauda eqüina. Manifesta-se por dor crescente nos membros inferiores, ao caminhar. A pessoa apresenta dificuldade progressiva para caminhar, sendo obrigada a parar e sentar-se em distâncias cada vez menores. Ao parar e sentar a dor desaparece rapidamente, para reaparecer novamente ao se reiniciar a caminhada. Pode haver também dor em repouso, irradiada para as nádegas e os membros inferiores. Sensações de formigamentos e dormência são também comuns. Por vezes há perda de força dos músculos dos membros inferiores, com dificuldade para subir escadas, manter-se sobre os calcanhares ou sobre as pontas dos pés. A pessoa adquire uma postura típica, com o tronco encurvado anteriormente e com retificação da coluna lombar, postura esta que temporariamente alivia a dor e melhora os outros sintomas.

4. Como saber se uma pessoa tem estenose lombar?
R.: O diagnóstico é feito pelo médico a partir dos dados obtidos da história contada pelo paciente e do seu exame físico. Na maioria das vezes este médico é um reumatologista, um neurologista, um neurocirurgião, um ortopedista ou ainda um cirurgião vascular, pois os sintomas podem ser confundidos com os da insuficiência arterial dos membros inferiores. A confirmação do diagnóstico é feita através de exames por imagens, em geral a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada da coluna lombar.

5. O diagnóstico pode ser feito diretamente pelos exames de imagem como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada?
R.: Não, não pode. As alterações degenerativas da coluna, que correspondem ao desgaste das suas estruturas que surgem com a idade, como a desidratação e protrusão dos discos intervertebrais, a presença de osteófitos ou bicos-de-papagaio, a hipertrofia de facetas e ligamentos e inclusive a estenose do canal vertebral, são comumente vistas em pessoas idosas. Na verdade, estas alterações começam na juventude e progridem por toda a vida. O grau destas alterações é variável com uma série de fatores como tendência genética, atividade física, tabagismo, atividade esportiva, traumas e outros. Na ausência de manifestações clínicas, as alterações vistas nos exames por imagem não tem valor prático.

6. Como se trata a estenose lombar?
Na medida do possível, o ideal seria evita-la. A estenose congênita é, por ora, inevitável. Jovens atletas devem ser precocemente avaliados se apresentarem manifestações de dores freqüentes na coluna lombar, com irradiação para nádegas e membros inferiores. Atividade física regular, manutenção do peso ideal, evitar traumas repetidos à coluna vertebral, não fumar e evitar posturas físicas inadequadas são a melhor maneira de evita-la no curso da vida. As pessoas com manifestações leves ou toleráveis de dor, sem déficits objetivos de força muscular e da sensibilidade dos membros inferiores, são tratadas com medicamentos, atividade física, orientação da postura e manutenção do peso ideal. Pessoas idosas, com claudicação dos membros inferiores conseqüente a estenose lombar, são orientadas a caminhar com interrupções freqüentes e de acordo com a sua tolerância. Para as pessoas que não toleram a intensidade da dor, que apresentam déficits motores e sensitivos nos membros inferiores e cuja claudicação é significativamente limitante, indica-se o tratamento cirúrgico.

7. O que é feito na cirurgia para tratar a estenose lombar?
R.: A cirurgia consiste em abrir-se a porção posterior do canal vertebral, retirando-se os processos espinhosos e as lâminas das vértebras responsáveis pelo estreitamento do canal. Amplia-se assim este canal, descomprimindo as raízes nervosas. Ocasionalmente, a estenose é acompanhada de um pequeno escorregamento de uma vértebra sobre outra, o que é denominado espondilolistese. Por vezes este escorregamento é instável, sendo necessário corrigi-lo com uma fusão das vértebras comprometidas. Esta, no entanto, é uma exceção e não a regra na estenose lombar.



8. A cirurgia é arriscada?
R.: Não há cirurgia sem riscos. Uma vez que a maioria dos pacientes portadores de estenose lombar é de idade avançada, os riscos são maiores do que nos jovens, pela presença de doenças associadas, particularmente as cardíacas, diabete, hipertensão arterial, aterosclerose, entre outras. Apesar disso, as boas técnicas de abordagem clínica, de anestesia e de cirurgia permitem excelentes resultados operatórios,com riscos relativamente muito baixos, em pacientes adequadamente avaliados e tratados. Nestas circunstâncias, pode-se melhorar acentuadamente a qualidade de vida destas pessoas, com desaparecimento dos seus sintomas e sinais.
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