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Quando se pratica qualquer esporte, é essencial estar em equilíbrio muscular.
Como abordar tal situação? O que é isso?
Senhoras e senhores atletas, é evidente que qualquer disfunção de qualquer máquina vai surgir em algum momento de sua atividade.
O corpo humano não é diferente. Se caminhamos diariamente 2 quilômetros para o trabalho, depois de alguns meses, estaremos condicionados a percorrer essa distância num determinado tempo, sem cansar, sem suar, sem sofrimento. Mas se passarmos a correr esta mesma distância, estaremos nos expondo a um sofrimento físico, que poderá surgir a qualquer momento.
Esse sofrimento poderá ser de ordem cardíaca ou muscular, pois nosso organismo não estará condicionado a novos esforços.
O treinamento deve ser insidioso, lento. A forma atlética e o preparo muscular vai ser progressivo.
Estou escrevendo o óbvio? Claro que estou. Mas, isso que estou dizendo aqui, é a grande falha no dia-a-dia dos esportistas.
Cuidem só disso e nunca terão problemas de ordem muscular.
Nos tenistas, o que é muito freqüente acontecer é, de repente, mudar a empunhadura. Decorre deste simples ato alterações mecânicas no jeito de bater na bola. Tal alteração poderá originar dores nos punhos, antebraço ou ombro.
Muito comum, também, é aumentar a tensão das cordas, ou do tipo e peso da raquete. Isso vai originar maior esforço nas batidas e também pode levar a queixas no antebraço e cotovelo.
Um atleta amador, de repente, descobre que, ao rebater com um “slice” de revés, ele pode amaciar a bola, causando alguma dificuldade ao adversário. Aí, ele vai viciar-se em “slices”. Tal hábito força muito a musculatura extensora do punho, e logo-logo vai surgir o famoso cotovelo do tenista (tennis elbow) ou, na linguagem médica, a epicondilite. Observe-se que não é essa a única causa dessa lesão.
Dores em tenistas são muito comuns em amadores.
As dores nos profissionais são de outra ordem. Ocorrem devido a causas mais complexas, mas também relacionadas a alterações no ritmo de treino ou exigências físicas emergenciais.
Porém, o mais comum ocorre quando um atleta amador, que tem o hábito de jogar três sets duas ou três vezes por semana, durante uma hora e meia de jogo, depois de um convite, resolve que vai jogar mais uma partida com outro grupo, só porque faltou o quarto companheiro de duplas. Neste específico caso, ele vai sobrecarregar sua musculatura, que não está habituada a tanto esforço.
Pois é assim que o atleta amador vai ao consultório pedir um milagre ao ortopedista para curar-lhe uma lesão em prazo recorde para que ele volte ao convívio esportivo com seus amigos.
Senhoras e senhores tenistas: sejam, pois, comedidos em sua prática desportiva.
Reconheçam seus limites. E continuem jogando, porque é muito bom jogar. Caso contrário, procurem seu ortopedista habituado com lesões esportivas.
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