O Senado aprovou nesta quinta-feira a ratificação da Convenção Quadro do Tabaco, o acordo internacional que estabelece a adoção de medidas para prevenir e reduzir o consumo mundial de cigarros.
Foi como fazer um ponto nos últimos minutos de um jogo. Até quarta-feira, esse desfecho para o projeto era impensado. A proposta, que já havia sido aprovada na Câmara, estava há mais de um ano aguardando apreciação no Senado.
A reviravolta ocorreu no fim da tarde de quarta, quando o governo apresentou um documento, assinado por seis ministérios, comprometendo-se a auxiliar fumicultores a mudar de plantio.
A carta do governo era a condição que o relator do projeto na Comissão de Agricultura, senador Heráclito Fortes (PFL-PI), tinha feito para apresentar um parecer favorável.
"Não queríamos deixar dúvidas. Havia o temor de que a ratificação pudesse prejudicar o ganha-pão de número significativo de agricultores", justificou. "Um receio que caiu por terra com a garantia do governo de que irá ajudar agricultores."
O documento do governo também deixa explícito que a assinatura do tratado não representará a proibição do plantio do fumo, outra preocupação de agricultores.