Genética/Clonagem/Terapia gênica - Cientistas encontram chave genética da dislexia
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Cientistas encontram chave genética da dislexia

29/10/2005
 

Cientistas americanos identificaram um gene que pode ser responsável por 20% dos casos de dislexia. A descoberta pode levar a novas formas de diagnosticar e tratar a doença, que afeta entre 5% e 15% da população e provoca problemas de leitura, dificultando a conexão entre as letras, sons e palavras.

De acordo com os pesquisadores, uma mutação no gene DCDC2 parece romper circuitos cerebrais. O gene é originalmente responsável por auxiliar os diferentes circuitos a trabalharem em conjunto, processo decisivo para a leitura e a escrita.

Identificado por uma equipe de cientistas liderada por Jeffrey Gruen, da Escola de Medicina Yale, em Connecticut, o DCDC2 aparece no cromossomo 6, o mesmo indicado por pesquisadores britânicos como sendo uma importante chave genética para a dislexia.

Já se sabia do componente genético da doença, pois ela costuma aparecer em várias pessoas de uma mesma família e freqüentemente afeta gêmeos idênticos, que compartilham todos os seus genes. As novas pesquisas se concentraram em distinguir com precisão quais genes são responsáveis pelo problema.

No estudo, apresentado nesta sexta-feira na conferência da Sociedade Americana de Genética Humana, em Salt Lake City, Utah, a equipe de Gruen usou métodos estatísticos para comparar 153 famílias com histórico de dislexia. Os cientistas perceberam que, em um de cada cinco casos de dislexia do grupo, o DCDC2 havia sofrido mutações.

"Esses resultados promissores podem conduzir a melhores métodos de diagnóstico da dislexia e podem aprofundar o entendimento sobre o funcionamento do processo de leitura", diz Gruen. "Nós agora temos fortes evidências estatísticas de que um grande número de casos de dislexia - talvez até 20% - são causados pelo gene DCDC2."

A descoberta, que será publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences, indica que os exames para detectar mutações no DCDC2 poderiam ajudar a diagnosticar mais cedo os casos de dislexia, permitindo que os sintomas da doença fossem minimizados por meio de educação especializada.

A longo prazo, eles também poderiam também esclarecer as operações do cérebro de quem tem dislexia, o que permitiria que os pesquisadores desenvolvessem melhores métodos de ensino para pessoas com o problema.

"Nós não podemos permanecer no modelo escolar que desconsidera as diferenças", diz Gruen. "Pessoas com dislexia não são menos inteligentes que as outras, elas apenas aprendem de forma diferente. Programas para a adaptação das necessidades dessas crianças aumentarão o seu sucesso na escola."

NYT


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