Antienvelhecimento/Longevidade - Aposentar-se cedo não aumenta expectativa de vida
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Antienvelhecimento/Longevidade

Aposentar-se cedo não aumenta expectativa de vida

06/11/2005




Ao contrário do que diz a crença popular, as pessoas que se aposentam cedo não vivem mais do que aquelas que o fazem mais tarde. Na verdade, as primeiras têm mais chances de morrer mais cedo, revelou um estudo estatístico publicado recentemente.

Ao acompanhar aposentados americanos da companhia Shell Oil, pesquisadores descobriram que aqueles que se aposentaram aos 55 anos enfrentaram um risco muito maior de morrer mais cedo do que os que continuaram trabalhando até os 60 ou 65 anos.

O estudo, publicado na edição on-line do British Medical Journal (BMJ), acompanhou 3.500 funcionários da Shell no estado do Texas, que se aposentaram aos 55, 60 e 65 anos.

Os participantes do estudo foram monitorados por quase 26 anos para determinar se havia alguma vantagem de sobrevida de uma aposentadoria antecipada.

Os estudiosos deram detalhes sobre a mortalidade destes aposentados, mas não sobre as razões que os levaram a se aposentar.

Para levar em conta que uma saúde frágil poderia forçar algumas pessoas a deixar o mercado de trabalho aos 55 anos, eles nivelaram o campo de trabalho, avaliando a mortalidade de todos os aposentados a partir dos 65 anos.

A conclusão foi a seguinte: alguém que está gravemente doente morrerá logo após a aposentadoria, ao passo que alguém que sobrevive 10 anos depois de se aposentar, provavelmente está bem de saúde.

Eles também ajustaram fatores, tais como sexo e nível sócio-econômico e descobriram que trabalhadores que se aposentaram aos 55 anos viveram até os 72, em média. Os que pararam de trabalhar aos 60 morreram, em média, aos 76. E os que pararam de trabalhar aos 65, viveram, em média até os 80.

De modo geral, aqueles com probabilidade de morrer mais cedo foram os homens que se aposentaram aos 55 anos, e com baixos rendimentos, segundo a grade salarial da companhia.

Os que viveram mais foram mulheres que se aposentaram aos 65 e de altos rendimentos.

"A sobrevida das pessoas que se aposentam cedo, aos 55, 60 anos, não é maior do que a daquelas que se aposentam aos 65, especialmente se comparada com aquelas que deixam o mercado de trabalho aos 55", destacou o estudo.

A diferença de sobrevida entre aqueles que se aposentaram aos 60 e 65 anos foi considerada pequena e insignificante estatisticamente.

O estudo é publicado enquanto ocorre um amplo debate sobre aposentadoria em muitos países desenvolvidos, onde o sistema previdenciário deverá sofrer grande pressão nas próximas décadas.

O problema consiste em como atender às demandas de pensão das pessoas nascidas durante o 'baby boom' do pós-guerra, que atingem a idade de se aposentar. Uma queda dramática na taxa de natalidade em muitos países significa que estes trabalhadores não estão sendo substituídos na proporção de um para um por novos contribuintes no sistema de pensões.

Como resultado, os governos fazem um verdadeiro malabarismo com uma série de opções para atender às necessidades previdenciárias, uma das quais é encorajar os trabalhadores a permanecer mais tempo no mercado de trabalho.

O que tem sido ferozmente criticado em alguns setores, sob o argumento de que uma vida profissional mais longa reduziria a expectativa de vida.

AFP


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