Antienvelhecimento/Longevidade - A Audição no Envelhecimento
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Antienvelhecimento/Longevidade

A Audição no Envelhecimento

07/11/2005

 

 

Na terceira idade em geral a principal alteração do ouvido leva somente à diminuição da audição. Na sua grande maioria os distúrbios se devem à otosclerose, mas também podem ser devidas às intoxicações por medicamentos, às otites, ao acidente vascular cerebral e aos tumores. O ouvido é o órgão da audição, pois converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O idoso tem tendência a ter dificuldade em captar sons altos. O processo de envelhecimento que atinge a audição não é considerado uma doença e sim uma perda natural de função. O processo de envelhecimento dos ossos que formam o sistema auditivo denomina-se otosclerose, que não leva à surdez e sim a uma perda de audição parcial que se mantém estável sem tendência à piora, sendo uma alteração auditiva do tipo de condução. Presbiacusia é o nome de uma perda auditiva progressiva em ambos os ouvidos. Uma alteração que apresenta clara predisposição hereditária. Esta diminuição natural de audição que ocorre na terceira idade pode ser acompanhada de zumbido ou tinitus, o que em geral ocorre nos dois ouvidos e incomoda muito. Este ruído contínuo em ambos os ouvidos piora com o estado emocional, ansiedade e nervosismo. O zumbido também pode piorar com o álcool, a cafeína, e vários tipos de medicamentos, como por exemplo, os antiinflamatórios. Quando o zumbido é de um só lado e há diminuição auditiva acentuada em geral se deve a pequenos tumores localizados na região do ouvido. A diminuição da audição também pode ocorrer pelo acúmulo de cerúmen ou cera, o que é muito comum e de fácil tratamento. Alguns remédios são tóxicos para os ouvidos, destacando-se certos antibióticos (estreptomicina, kanamicina e aminoglicosídeos), certos antiinflamatórios (aspirina) e determinados diuréticos. Em geral provocam alterações reversíveis após a suspensão da medicação. A infecção do ouvido ou otite e tumores, localizados no próprio osso do ouvido ou em sua proximidade já são causas de surdez, com lesão do tipo sensorial, ocorrendo em geral de um só lado, sendo raros. Quando o processo infeccioso atinge internamente o ouvido denomina-se otite média e em geral é provocado por bactéria. A doença do ouvido, principalmente a infecciosa, pode vir acompanhada de tonturas, sensação de rotação e vômitos, o que caracteriza a vertigem.
O acidente vascular cerebral ou AVC pode provocar uma surdez por lesão do sistema nervoso, do tipo sensorial e irreversível, sendo entretanto incomum. C.Nicolas-Puel e colaboradores, da Universidade de Montpellier,
na França estudaram 123 pacientes de uma clínica especializada em zumbido ou tinitus. A grande maioria desses pacientes com zumbido tinham uma surdes, resultante em 32%, de trauma acústico, 23%, resultante de presbiacusia. Houve uma correlação estatística significativa entre a elevação dos pontos iniciais audiometria (significando que no início há uma melhora da audição, para depois piorar) e a intensidade do tinitus.

 

Int Tinnitus J. 2002;8(1):37-44- RAM


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