Genética/Clonagem/Terapia gênica - Novo Teste detecta Down com 11 semanas de gestação
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Novo Teste detecta Down com 11 semanas de gestação

13/11/2005

Um novo exame permite detectar com grande precisão a síndrome de Down no primeiro trimestre de gravidez, segundo estudo publicado pela revista The New England Journal of Medicine.

Após analisar mais de 38 mil mulheres grávidas em 15 centros de saúde americanos, uma equipe da Universidade de Colúmbia, em Nova York, descobriu como detectar a alteração cromossômica responsável pela síndrome de Down após 11 semanas de gestação.

Segundo os autores do estudo, a descoberta mudará o procedimento clínico utilizado na detecção de casos de gravidez com anomalias.

O novo exame realizado, conhecido como Faster (First and Second Trimester Evaluation Risk), e a nova técnica consistem em mais uma prova não-invasiva, que combina a análise do sangue para medir os níveis de uma proteína placentária (PAPP-A) e de um hormônio com a ultra-sonografia para calcular a grossura da pele na nuca do feto.

Os sistemas invasivos constituem um risco de aborto, pois consistem na extração de líquido amniótico mediante a introdução de uma agulha longa e fina no ventre da paciente.

Os cientistas de Colúmbia compararam a eficácia dos sistemas não-invasivos de detecção quando realizados no primeiro e segundo trimestres da gestação. Os benefícios de se examinar grávidas o mais rápido possível falam por si sós: em apenas cinco dias se dispõe de resultados com precisão de 87%.

Um dos autores do estudo, o irlandês Fermal Malone, disse que o descobrimento provocará impacto no mundo inteiro.

Embora a equipe da Columbia pareça ter dado um passo importante rumo ao diagnóstico antecipado da síndrome de Down, o desenvolvimento do estudo do genoma humano poderia tornar tais provas desnecessárias.

A decodificação das informações contidas nos genes permitiria, segundo especialistas, prever alterações analisando não apenas as células fetais no sangue da mãe, por exemplo.

Efe


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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