A osteoporose afeta uma grande quantidade de pessoas e a prevalência aumenta com a idade da população. Existem 10 milhões de pessoas acometidas pela osteoporose no Brasil (Fonte : Revista Veja - edição 1658 /julho 2000); nos Estados Unidos atualmente existem 10 milhões de indivíduos com a doença e mais 18 milhões têm massa óssea baixa; 80% dos acometidos são mulheres.
Estima-se que entre 13% a 18% de mulheres brancas pós-menopausa americanas (4 a 6 milhões) tem osteoporose e outras 30% a 50% (13 a 17 milhões) tem densidade óssea baixa no quadril, proporcionando um maior de risco para fraturas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, um terço das mulheres brancas acima dos 65 anos são portadoras de osteoporose.
Provavelmente 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a sofrer alguma fratura osteoporótica ; apesar da osteoporose ser menos comum no homem do que na mulher, é estimado que entre 1/5 a 1/3 das fraturas do quadril ocorram em homens e que um homem branco de 60 anos tem 25 % de chance de ter uma fratura osteoporótica.
Nos Estados Unidos a osteoporose é responsável por mais de 1,5 milhão de fraturas ao ano, incluindo 300.000 fraturas de quadril, 700.000 fraturas vertebrais, 250.000 fraturas do punho e 300.000 fraturas em outros ossos.
Estudos da Organização Mundial de Saúde prevêem um aumento do número de fraturas do quadril, em todo o mundo, de 1,7 milhões ocorridas em 1990 para 6,3 milhões em 2050, especialmente às custas do aumento da idade da população de idosos da Ásia, África e América do Sul.
Apesar destes números alarmantes, uma pesquisa da Gallup encomendada pela National Osteoporosis Foundation em 1991 descobriu que 75% de mulheres americanas entre 45 e 75 anos, o grupo de maior risco, jamais tinham discutido sobre osteoporose com seu médico !
Kasper e colaboradores reportaram que, nos Estados Unidos, entre estudantes universitárias do sexo feminino apenas 7% tinham ingestão de cálcio e atividade física compatível com prevenção de osteoporose e que a maioria acreditava que a osteoporose nunca aconteceria com elas !
Além do mais, as fraturas osteoporóticas têm um alto ônus financeiro. O custo estimado para tratamento de fraturas osteoporóticas nos Estados Unidos (hospitalar e doméstico) foi de US $13,8 bilhões em 1995 (US $38 milhões por dia) e deve aumentar, na medida que aumente a população idosa.
- oito de cada dez doentes nunca imaginaram que um dia poderiam vir a sofrer de osteoporose;
- apenas 5% das brasileiras incluíram a doença numa lista das preocupações básicas de saúde
- somente 2% realizavam alguma terapia preventiva
- cerca de 90% dos médicos brasileiros afirmaram que a candidata ideal para terapias preventivas é aquela que já sofreu uma fratura (isso é tarde demais).